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CHEGA alerta para os riscos sobre a água que Braga bebe

Na reunião da Câmara Municipal de Braga, o vereador do CHEGA, Filipe Aguiar, alertou para a necessidade de um acompanhamento rigoroso da eventual reativação das Minas da Borralha, em Montalegre, devido aos riscos que uma exploração mineira a montante poderá representar para a qualidade da água do rio Cávado, principal origem do abastecimento público de milhares de bracarenses.

Para o vereador, trata-se de uma matéria que exige máxima prudência e escrutínio permanente, uma vez que a proteção da água é uma questão de saúde pública e não pode ficar dependente de meras garantias ou promessas.

Em explorações de volfrâmio devem ser acompanhados, com particular rigor, parâmetros como arsénio, chumbo, cádmio, cobre, mercúrio, acidez, sulfatos e sedimentos. Caso estes poluentes atinjam o rio em concentrações relevantes, poderão comprometer a qualidade da água, afetar os ecossistemas e representar riscos para a saúde pública, através do consumo continuado e do contacto com a água e sedimentos, incluindo nas praias fluviais do Cávado e dos seus afluentes. Crianças, grávidas e pessoas com exposição repetida merecem especial atenção.

O próprio projeto prevê um exigente sistema de tratamento das águas da exploração e das águas residuais, o que demonstra que esta não é uma atividade isenta de riscos. Exige investimento contínuo, controlo técnico permanente e fiscalização independente. É, por isso, legítimo questionar se estarão garantidos, durante toda a vida útil da mina, os meios necessários para assegurar o tratamento adequado destas águas e evitar que qualquer falha venha a ser suportada pelas populações ou pelos contribuintes.

O CHEGA reconhece o trabalho técnico desenvolvido pela AGERE na gestão do abastecimento de água em Braga, mas considera que a prevenção deve estar sempre acima da remediação. A água consumida pelos bracarenses, o rio Cávado e as suas praias fluviais não podem ser colocados em risco em nome de interesses económicos.

O vereador Filipe Aguiar garante que o CHEGA acompanhará este processo com a máxima atenção, desde a sua fase inicial até à eventual exploração da mina. Exigirá total transparência, monitorização permanente da qualidade da água, fiscalização independente e divulgação pública dos resultados das análises, para que os bracarenses tenham plena confiança na segurança da água que consomem.

“A proteção da água é uma responsabilidade para com as gerações presentes e futuras. O CHEGA estará muito atento a este processo e intervirá sempre que estiver em causa a saúde dos bracarenses ou a defesa do rio Cávado”, afirma Filipe Aguiar.

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