Minho

Projeto Maré Sizígia leva cardume de inclusão pelo Centro Histórico de Guimarães

O Centro Histórico de Guimarães recebeu uma arruada com o objetivo de promover uma cultura mais inclusiva e sensibilizar a comunidade para a participação das pessoas com deficiência na vida cultural e artística. Denominado “Projeto Maré Sizígia”, a iniciativa foi promovida pela CERCIGUI, com o apoio do Município de Guimarães e do Fórum Municipal das Pessoas com Deficiência, e contou com a participação de 13 instituições: o Centro Social de Brito, a Santa Casa da Misericórdia de Guimarães, a APCG, a CERCIBRAGA, a CERCIMARANTE, a CERCIFAF, a CERCIFEL, a APACI, a ACIP, o Centro Social de Bairro, a AIREV, o Patronato Nossa Senhora da Oliveira e a própria CERCIGUI.

Durante a arruada, foram apresentados trabalhos criativos desenvolvidos pelas instituições a partir de materiais reutilizáveis, inspirados na vida dos oceanos e dos mares. Presente na iniciativa, em representação do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Ângela Oliveira, Chefe de Gabinete da Presidência, destacou que este projeto “é mais que uma arruada ou uma representação teatral, é a demonstração de que uma cidade é mais forte quando todos têm espaço para participar, criar e ser vistos”.

Ângela Oliveira realçou, ainda, a dimensão artística do projeto e a força da sua mensagem: “A inclusão não é um favor que se concede, é um direito que se concretiza através da participação de cada pessoa, à sua maneira, na vida da comunidade”. A responsável encerrou a sua intervenção com o desejo de que “esta maré não recue, que continue a ser uma maré viva, a envolver mais pessoas, mais instituições, mais comunidades e que continue a afirmar uma sociedade verdadeiramente inclusiva”.

Bruno Faria, presidente da CERCIGUI, destacou a felicidade que sentiu ao ver “a alegria dos jovens ao longo da arruada” e sublinhou a importância da participação de todos numa iniciativa que promove a inclusão”. O responsável reforçou também a mensagem transmitida pelo projeto: “Tal como cada peixe faz parte de um cardume, também cada pessoa tem o seu lugar, a sua importância e o seu direito de participar na sua sociedade”. O presidente da CERCIGUI deixou ainda o desafio de levar o projeto a outros concelhos, salientando que “não basta falar em inclusão, é preciso realmente incluir todos”.

O Projeto Maré Sizígia realçou o papel da inclusão através da arte e da criatividade e a importância do trabalho em rede na construção de uma comunidade mais inclusiva

Deixe um comentário