O ponto estava na ordem de trabalho de mais uma reunião de câmara em Amares. A proposta passava pela prorrogação do prazo de empreitada da extensão e fecho de sistemas de saneamento e água residuais. Os vereadores da oposição, Pedro Costa e Emanuel Magalhães, criticaram “mais uma prorrogação. É sinal que algo não está bem”.
A falta de ligação elétrica às estações de tratamento, da responsabilidade da EDP, e um pequeno problema em Barreiros, fizeram com que o executivo em permanência propusesse a prorrogação do prazo. “São questões que nos ultrapassam e que não trazem mais custos para a autarquia”, justificou o presidente da Câmara.
Uma explicação que não satisfez Emanuela Magalhães: “não é normal haver tantas prorrogações, tem que haver responsabilidades de alguém”. Para o vereador independente, “há aqui um trabalho de planeamento e gestão que não foi feito. Não é justificável tanta prorrogação. É sinal que alguma coisa falhou”.
Pedro Costa lembrou que em quatro anos, “estas são as duas obras do mandato e não estão a correr bem”. Referindo-se ao financiamento que pode vir a ficar prejudicado por estes adiamentos, o vereador do PS considera que “se tiver penalização é grave, se não houver não é tão grave”.
Recorde-se que a requalificação da Praça do Comércio também ainda não foi rececionada pela autarquia, tem o prazo sido também prorrogado.
