Os virologistas acreditam que a crise pandémica causada pela covid-19 ajudou a erradicar duas estirpes de gripe. As medidas de segurança adotadas, como usar máscara e manter distância social, foram as principais culpadas.
De acordo com o Gizmodo, há mais de um ano que os virologistas não conseguem detetar duas das estirpes mais comuns do vírus da gripe. As estirpes que se encontram desaparecidas são as linhagens Yamagata do influenza B e H3N2 do influenza A.
O desaparecimento das duas estirpes enquadra-se numa tendência geral de queda dramática dos casos de gripe durante a pandemia. Muitos investigadores atribuem esta tendência ao aumento do uso de máscaras, ao distanciamento social e às quarentenas como as principais razões para estas estirpes terem “adormecido”.
No entanto, há um problema. Apesar de os cientistas detetarem estas estirpes desde março de 2020, admitem que elas ainda podem existir.
“Só porque ninguém as viu, não significa que tenham desaparecido totalmente, certo? Mas pode ter acontecido”, diz à STAT News Florian Krammer, virologista na Mount Sinai School of Medicine, em Nova Iorque.
Mesmo que as estirpes estejam extintas, o seu desaparecimento ajuda bastante os cientistas a criar novas vacinas para a gripe. Todos os anos, os investigadores têm a tarefa de, com meses de antecedência, fazer o que são, na prática, suposições fundamentadas sobre quais são as estirpes de gripe que são um problema, explica a NPR.
Com as duas estirpes mais comuns fora da equação, torna-se mais fácil aos investigadores focarem-se na produção de vacinas.
Uma coisa é certa, existem boas razões para continuar a usar máscaras mesmo quando a pandemia acabar — especialmente quando tantas evidências mostram a sua eficácia no que diz respeito a espalhar vírus como os da gripe.
Tifany Santos //
