Minho

China revisitada em duas exposições na Galeria do Paço

A Galeria do Paço acolhe até 20 de agosto duas exposições que evocam a China, a sua relevância no contexto internacional e as suas relações com Portugal há mais de cinco séculos.

Uma das exposições, “A China vista do lado de cá (O país e os seus habitantes nas coleções da Biblioteca Pública de Braga)”, explora o lugar que a China ocupa na produção bibliográfica europeia e, de alguma forma, no imaginário ocidental.

A exposição procura dar a conhecer ao grande público uma mostra do vasto e precioso acervo bibliográfico e iconográfico sobre aquele país baseando-se num conjunto de obras da Biblioteca Pública de Braga que inclui dezenas de livros e documentos publicados entre os séculos XVI e XX, em Portugal e no resto da Europa. Do espólio recolhido destacam-se as crónicas, descrições geográficas, relatos de viajantes, gravuras, atlas e mapas que foram publicados em Portugal e no estrangeiro.

Estas obras pretendem enaltecer a riqueza das coleções da Biblioteca Pública de Braga no que concerne a obras sobre a China e os seus habitantes, assim como dar a conhecer as imagens e representações desse país.

A exposição, organizada pelo Instituto Confúcio da Universidade do Minho e Biblioteca Pública de Braga, conta com o apoio da Reitoria da UMinho e está organizada em três temas: Da herança clássica ao saber de experiências feito (séc. XVI); Sob o signo da mercancia e da fé (séculos XVII e XVIII); Um país distante e exótico (séculos XIX e XX).

Patente na Galeria do Paço está também a exposição “Belt and Road: Community of Shared Future for All Mankind” que visa sublinhar o projeto político, económico e cultural lançado pelo governo da República Popular da China em 2013, vulgarmente designado por Uma Faixa, uma Rota, em torno do qual se estrutura hoje a ação diplomática desse país.

Esta iniciativa, cuja organização é da responsabilidade da Embaixada da República Popular da China em Portugal (com apoio do Instituto Confúcio e Reitoria da Universidade do Minho), recolhe inspiração nas antigas rotas comerciais que, por via terrestre ou marítima, ligaram a China à Europa e ao Oceano Índico, e encontra expressão num investimento, sem paralelo, numa rede de infraestruturas que assume como seu objetivo último, como foi declarado pelas autoridades chinesas, promover a paz e o desenvolvimento harmonioso de um grande número de países, distribuídos pela Ásia, Europa e África.

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