Ficaram em prisão preventiva (e sem direito a fiança) dois dos detidos por suspeitas de envolvimento na morte de um português encontrado sem vida num poço da cidade de O Porriño, na província de Pontevedra, da região da Galiza, avança o La Voz de Galicia. Um terceiro homem já tinha sido, entretanto, libertado – com retirada de passaporte e impedimento de abandonar Espanha.
O corpo de Alberto Videira do Órfão foi descoberto em 2021 mas, de acordo com os médicos legistas, a morte terá ocorrido entre 2017 e 2020. Na altura, devido ao avançado estado de decomposição, a Unidade de Antropologia de Imelga desenhou um retrato-robô daquela que seria a face do homem, a partir das estruturas ósseas faciais.
A investigação está a seguir a linha de que se tratou de um assassinato e a morte estará relacionada com uma dívida que a vítima tinha, contraída no seu negócio de venda de automóveis. Os três homens foram detidos no passado dia 20 de dezembro.
O corpo foi identificado em abril de 2022 pela mãe da vítima. O homem, que terá sido espancado até à morte e depois escondido num poço, tinha cerca de 37 anos quando morreu, era natural de Viana do Castelo e morava em O Porriño na altura do desaparecimento.
O cadáver, recorde-se, foi encontrado por acaso por trabalhadores durante os trabalhos de construção num edifício industrial que esteve fechado durante vários anos. A vítima não estava a usar qualquer roupa, não tinha documentação e o rosto já estava muito deteriorado. Uma antiga fratura num osso da mão terá confirmado a identidade, bem como uma análise de ADN da vítima, que mostrou ser coincidente com o da mãe em “quase 100%”.
Junto ao cadáver foram encontradas as chaves de um automóvel da marca Renault, outra chave convencional e várias moedas de euro cunhadas em Portugal.
