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PCP diz que Mota-Engil é o principal responsável por aterro gerador de maus cheiros em Barcelos

A Unidade de Confinamento, Preparação e Tratamento de Resíduos Urbanos situada na freguesia de Paradela, em Barcelos, tem levantado queixas por parte da população vizinha. O odor é sentido a quilómetros de distância e a falta de resolução do problema tem motivado diversos protestos.

O aterro é da empresa Resulima, que gere resíduos de seis municípios, e foi inaugurado em Janeiro de 2022. Desde então, e apesar das várias ações e queixas, a situação continua a afetar a população das redondezas.

O aterro começou a ser construído em 2017 e foi implementado numa área de 14 hectares, tendo um custo de 28 milhões de euros. Foi então anunciado como um equipamento moderno e tecnologicamente avançado.

A empresa Resulima é composta por maioritariamente por capitais da Empresa Geral do Fomento (empresa do grupo Águas de Portugal privatizada ao Grupo Mota-Engil em 2014 por decisão do governo PSD/CDS-PP). Depois de anos como consultor do Grupo Mota-Engil, Paulo Portas foi recentemente nomeado Administrador do mesmo.

Confirmando a justeza dos protestos das populações, a Comissão Coordenadora da Região Norte já emitiu, mais do que uma vez, orientações de medidas a assumir pela Resulima, mas o facto é que os problemas persistem.

Perante esta situação, o Grupo Parlamentar do PCP na Assembleia da República questionou o Ministério do Ambiente e da Ação Climática, reclamando medidas excecionais, desta feita eficazes e céleres, com vista à resolução dos impactos dos odores emitidos

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