As obras na escola Secundária voltaram a ser tema, no período antes da ordem do dia, na reunião do executivo. O presidente da autarquia informou os vereadores da realização de uma reunião, no âmbito da CIM-Cávado, só para abordar a questão da requalificação das escolas.
Recorde-se que para além de Amares, a Escola Secundária de Esposende está na listagem das mais urgentes, mas o Município de Barcelos quer aproveitar a boleia do PRR para beneficiar as três escolas do concelho consideradas urgentes. É que segundo o despacho assinado por três Ministros estão 30 milhões disponíveis para as escolas do norte. Segundo o mapeamento consultado pelo ‘Terras do Homem’, só no Norte, consideradas muito urgentes há 10 escolas.
A Vereadora do PS quis saber se o projeto já tinha sido submetido na plataforma da DeGeste porque “tenho a informação através de um engenheiro daquele organismo que ainda não está lá o projeto de Amares”. Valéria Silva perguntou, ainda, o valor real do projeto: “fala-se em 9 milhões, mas o arquiteto da escola, que realizou o projeto, disse-me 5 milhões”.
Na presença do técnico municipal responsável pelas candidaturas, a Vereadora da Educação explicou que, “o projeto ainda não tinha sido submetido porque o técnico assim o entendeu. O valor foi-nos dito pelo arquiteto da escola responsável pelo projeto numa reunião na DeGeste”. Valor confirmado pelo técnico.
Foi, ainda, sugerido por Valéria Silva uma consulta prévia ao mercado, “para termos o real valor do projeto”, sugestão acatada por todos.
Já Pedro Costa deu a conhecer o despacho conjunto onde se fala em 30 milhões para as escolas do Norte e da data de maio como máximo para a abertura de candidaturas. “Não podemos perder a oportunidade”, referiu sugerindo que “nem que se faça a obra em mais do que uma fase. Primeiro a parte letiva, e o pavilhão orçado em cerca de 1,5 milhões numa fase posterior”.
Manuel Moreira voltou a reiterar ao ‘Terras do Homem’ que “não dou nem mais um cêntimo da parte que couber ao Município. 30 milhões para 10 escolas não chegam para nada”, lembrando que o concurso no Algarve ficou deserto: “pelos valores que calhavam a cada um, ninguém pegou naquilo”.
