Após apresentação à autoridade judiciária competente, em Guimarães, as duas mulheres detidas por suspeitas do crime de tráfico de pessoas, na forma tentada, por tentarem ‘roubar’ o bebé de uma grávida vulnerável, em Braga, acabaram libertadas.
Foram-lhes aplicadas as medidas de coação de apresentação periódica a um órgão de polícia criminal, proibição de contacto com as vítimas – mãe e bebé – e entrega de passaporte, revelou a CNN Portugal.
O caso remonta a fevereiro de 2023, quando, fruto da incapacidade de ter filhos, o casal desenhou um plano para aproveitar-se da gravidez de uma pessoa que tinham acolhido em casa. Após o parto, pretendiam registar o bebé em seu nome.
A vítima não tem nacionalidade portuguesa e estava desempregada, fatores que a dupla aproveitou para a influenciar, acolhendo-a na sua casa, oferecendo-lhe alojamento e alimentação. Também se disponibilizaram para pagar todas as despesas relacionadas com a sua gravidez, dando-lhe ainda uma quantia monetária mensal.
Em comunicado, a Polícia Judiciária explica que a mulher não poderia ir a consultas no Sistema Nacional de Saúde, de forma evitar registos nas bases de dados. Foi-lhe dito que, ao dar entrada no hospital para o nascimento, fosse indocumentada, omitindo a identidade. Deveria dar, desde logo, o nome das pessoas que iriam assumir responsabilidade pelo recém-nascido.
A criança nasceu a 19 de junho, num hospital do SNS. Na altura, no entanto, a mãe decidiu quebrar o acordo e ficar com o bebé. Por isso, foi ameaçada e coagida pelo casal.
