Amares

População de Figueiredo protesta contra falta de ligação ao saneamento

Os moradores do Lugar do Vilar, em Figueiredo, foram, hoje, à reunião de câmara protestar pela falta de soluções na ligação ao saneamento. Atualmente, duas vezes por semana, são limpas as fossas séticas dos moradores, mas querem mais.

O problema, levantado primeiro pelo vereador do PS, é como referiu Pedro Costa “um problema de saúde pública”. Para se perceber o que está em causa, convém referir que a cerca de 100 metros das 10 habitações passa uma conduta de saneamento. O problema é que as casas ficam num plano mais baixo em relação a essa conduta.

Ora, uma das soluções é fazer a ligação no sentido descendente, passando por propriedades privadas, até a uma outra conduta existente numa outra rua. Outra passa pela instalação de uma estação elevatória para bombar o saneamento para a tal conduta a 100 metros.

Segundo revelou o presidente da câmara, Manuel Moreira, a construção de uma estação elevatória tem um custo de 100 mil euros: “só conseguiremos fazer esta obra com fundos do programa 20/30, cujas candidaturas deverão abrir até ao final do ano”.

No entanto, o autarca comprometeu-se com os moradores a fazer um levantamento pormenorizado dos valores das duas soluções, uma vez que as verbas apresentadas levantam dúvidas aos moradores.

Lixo e saneamento
Os dois temas dominaram o período antes da ordem do dia com o PS a tecer fortes críticas aos dois serviços. “O lixo não se resolve com paliativos, é um problema estrutural que merece outro tipo de tratamento”, referiu Pedro Costa acrescentando que “houve um esforço para melhor, no verão, um serviço caótico, mas que continuou caótico”.

O vereador do PS criticou, ainda, o serviço concessionado entregue à Braval para a recolha de papel, plástico e vidro. “Os contentores estão sempre cheios”. Para Pedro Costa é preciso uma solução: “umas vezes é a privatização depois já não é, avança-se e recua-se e continua sem se fazer nada”.

Para além da recolha porta a porta, “já falada e que se diz que se vai fazer, mas não se faz”, o vereador sugeriu a criação de uma equipa que pense seriamente no assunto. Valéria Silva, do PS, propôs “a realização de uma campanha dirigida a toda a população com todas as informações sobre horários e condições para o depósito dos lixos”.

O presidente da câmara reconhece a existência do problema e atira: “as pessoas têm a sua quota parte de responsabilidade. Depositam relva, restos de construção, animais mortos, materiais e eletrodomésticos, e isto é ilegal”. Lembra que a câmara tem um serviço gratuito para fazer esta recolha e não descarta a existência de coimas para os infratores.

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