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Qualidade da água da torneira em Amares é superior à média nacional

A qualidade da água da torneira do concelho de Amares está acima da média nacional. Segundo o último relatório da ERSAR, divulgado no final do ano passado e referente ao ano de 2022, a segurança da água no Município é de 99,27%. Em Portugal é de 98,88 %, um valor considerado de excelência.

Em Terras de Bouro, a qualidade é de 98,56% e em Vila Verde de 98,71%. Nos três municípios, a qualidade da água melhorou em relação a 2021 que em Amares é de 98,84%, em Terras de Bouro era de 98,41% e em Vila Verde de 98,64%.

Apesar de se poder considerar os números positivos, no contexto dos 86 Municípios da Região Norte percebe que Amares está na 53ª posição (numa lista liderada por Esposende com 100%), Vila Verde em 65º e Terras de Bouro em 68º.

A média de Portugal continental, em 2022, para o indicador água segura é igual a 98,88 %, sendo que 232 do total de 278 concelhos (87%) apresentam um bom desempenho, ou seja, uma percentagem de água segura igual ou superior a 99% (em 2021, 225 concelhos cumpriram este critério, que teve assim uma evolução positiva).

Em 2022, 52 concelhos (45 em 2021) registaram um indicador de 100% de água segura, representando 19% do número total de concelhos de Portugal continental. Sobre a distribuição geográfica destes 52 concelhos, verifica-se que 15 são da região Norte, 26 do Centro, 2 de Lisboa, 7 do Alentejo e 2 do Algarve.

Apesar da percentagem de cumprimento dos valores paramétricos ter já atingido um nível elevado, verifica-se que, face aos resultados de 2021, 129 concelhos conseguiram melhorar o seu desempenho.

Comparando o indicador de água segura de cada concelho com a média nacional de 98,88%, constata-se que 74 dos 278 concelhos (27%) apresentam valores abaixo desta média.

Face à totalidade, 94% dos concelhos (262 dos 278) registaram 100 % de análises realizadas, significando haver 16 concelhos com análises em falta.

Verifica-se que apenas três concelhos (Arronches, Crato e Sever do Vouga) registaram um nível de desempenho inferior a 95 % de água segura, devido a análises em falta nos controlos de rotina e de inspeção. Com estes dados verifica-se que, apesar da ligeira redução no indicador, a água segura mantém-se no nível de excelência, podendo continuar a afirmar-se que a água na torneira do consumidor é de confiança.

Água Segura
O indicador água segura, que reflete o cumprimento dos requisitos da qualidade da água (isto é, dos valores paramétricos), bem como a realização do número mínimo de análises regulamentares, em Portugal continental, situou-se em 2022 no valor de 98,88 % (98,96 % em 2021), confirmando a tendência pelo oitavo ano consecutivo de manutenção deste indicador no valor de 99 %, atingido desde 2015, e refletindo o nível de excelência na qualidade da água para consumo humano.

Os sistemas das dez entidades gestoras em alta, que em 2022 foram responsáveis pela captação, tratamento e fornecimento de água a cerca de duas centenas de entidades gestoras em baixa, entregaram de forma contínua uma água de excelente qualidade (99,62% água segura), contribuindo de forma muito significativa para a elevada qualidade da água verificada na torneira do consumidor.

Apesar da excelente qualidade da água fornecida pelos sistemas destas entidades em alta, ainda existem alguns aspetos que carecem de melhoria, nomeadamente, ao nível do tratamento das situações de incumprimento dos valores paramétricos. Com efeito, no ano de 2022, as entidades gestoras em alta atribuíram causas a todos os incumprimentos registados, mas em 43% das situações a investigação foi inconclusiva. Por estas razões, é fundamental que continuem a ser melhorados os seus processos de monitorização e investigação de forma a ser possível identificar as causas dos incumprimentos e assim atuar sobre as mesmas.

As assimetrias regionais, designadamente entre o litoral e o interior, continuam a manifestar-se na vertente geográfica da análise dos dados, sendo relevante salientar que a amplitude destas assimetrias se tem vindo a reduzir, evidenciando o esforço que é feito pelos atores deste setor para garantir água na torneira com qualidade para todos os portugueses.

Da análise dos resultados globais por concelho em 2022, relativos a entidades gestoras em baixa, ou seja, na torneira do consumidor, resulta que em três concelhos registou-se um valor de água segura inferior a 95%, devido ao não cumprimento da totalidade das análises regulamentares, ficando em falta a realização de 336 análises previstas nos PCQA aprovados pela ERSAR para os municípios de Arronches, Crato e Sever do Vouga.

Comparação com ano anterior
A percentagem de análises realizadas está abaixo dos 99,90% no controlo de inspeção, devido essencialmente a 172 análises em falta face o agendado no PCQA do Município de Sever do Vouga.

O número de análises realizadas obrigatórias é superior ao número de análises regulamentares obrigatórias em 1,31%. Foram realizadas 100% das análises regulamentares em 263 concelhos (menos oito que em 2021), a que correspondem 95% dos concelhos existentes em Portugal continental.

Aumentou para 14 o número de concelhos em 2022 (sete em 2021) que apresentaram percentagens de análises realizadas inferiores ao valor global de Portugal continental de 99,90% (99,97% em 2021).

Em 2022 todos os concelhos do território continental apresentaram uma percentagem de análises realizadas superior a 99%, exceto em sete concelhos, dos quais, quatro na região Alentejo e três na região Centro.

Ao longo dos últimos cinco anos o indicador confirma a reconhecida melhoria na qualidade da água da torneira do consumidor, embora relativamente ao ano de 2018 se constate uma ligeira descida (-0,18%) na percentagem de cumprimento do controlo de rotina 2, em parte devido ao controlo dos parâmetros relevantes.

Numa análise mais detalhada, destaca-se a excelência da qualidade da água na torneira do consumidor no que concerne aos parâmetros relacionados com as eventuais contaminações fecais (escherichia coli e enterecocos) que consistentemente mantêm níveis de cumprimento de 99%.

Água com mais cloritos e cloratos
“É fundamental que a eficácia da desinfeção não seja descurada, pela melhoria do controlo operacional dos sistemas”, refere o relatório da ERSAR. Em relação à taxa de cumprimento dos VP dos subprodutos da desinfeção, destaca-se pela negativa os cloritos e cloratos com um grau de cumprimento do VP (0,7 mg/l) abaixo dos 95% nas zonas de abastecimento onde é monitorizado, devido ao uso de dióxido de cloro no sistema de tratamento. Apesar deste grau de cumprimento estar associado ao número reduzido de análises efetuadas, conclui-se que “as entidades gestoras devem desenvolver esforços para cumprir com o valor paramétrico de 0,70 mg/l e, sempre que possível, sem com isso comprometer a desinfeção, as entidades gestoras devem procurar atingir um valor mais baixo, procurando cumprir com o valor paramétrico (0,25 mg/l)”.

PH
O pH continua a ser um dos parâmetros com a percentagem de cumprimento do respetivo valor paramétrico mais baixa, embora, quando se compara o desempenho com o ano de 2018, a evolução seja positiva (quantificada em cerca de 4,5%), tendo atingido este ano o valor de 91% de cumprimento do VP.

É nas pequenas zonas de abastecimento (até 5 mil habitantes) que se podem encontrar as percentagens de cumprimento dos valores paramétricos mais baixas e onde está concentrada a maioria dos incumprimentos dos valores paramétricos. Estas zonas de abastecimento, que abastecem até 5 mil habitantes (e que servem 12% da população) representam cerca de 88 % dos incumprimentos, apresentando uma percentagem de cumprimento do VP de 98,55%, na mesma ordem de grandeza do ano anterior.

Com resultados claramente melhores estão as 40 zonas de abastecimento com mais de 50 mil habitantes, servindo cerca de metade da população total abastecida em Portugal continental, nas quais se concentram apenas 5,24% (6,53% em 2021) dos incumprimentos, com uma percentagem de cumprimento do VP de 99,70%.

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