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‘Nova Ágora’ propõe reflexões para o bom uso da inteligência artificial em Braga

A VIII edição do ciclo de conferências da ‘Nova Ágora’ propõe uma reflexão coletiva sobre o desenvolvimento e implementação da Inteligência Artificial (IA), preparando a atual sociedade a viver num mundo “mais dinâmico e repleto de sistemas inteligentes” e garantindo que esta evolução chegue a todos e sirva ao bem comum.

Este é o “grande propósito” desta edição do ciclo de conferências da ‘Nova Ágora’, organizada pela Arquidiocese de Braga, e que vai decorrer no auditório do Espaço Vita, no centro da cidade de Braga, nos dias 08, 15 e 22 de março, pretendendo, ainda, marcar a celebração dos 75 anos da Declaração dos Direitos Humanos.

Para o cónego Eduardo Duque, diretor do evento, o objetivo é que através destas conferências, propõe-se “promover um diálogo que permita a construção conjunta de conhecimento e compreensão recíproca, ancorado na procura da verdade e no respeito mútuo. É uma oportunidade de transcendermos as nossas diferenças individuais em prol de um bem maior, um exercício de humanidade que nos convoca a todos”, referiu na apresentação do evento.

Considerando “inestimável” a importância deste “diálogo”, o responsável destacou o tema desta edição – “Olhares sobre a Inteligência Artificial” –, vincando o potencial da IA no que respeita a simplificação da vida humana, “representando um marco na evolução tecnológica” e “prometendo revolucionar a forma como vivemos”. Porém, alertou para o facto de esta “promessa” vir “acompanhada de dilemas e desafios” que não podem ser ignorados.

Na apresentação, o arcebispo de Braga, D. José Cordeiro, lembrou que esta é uma “nova realidade” que deve ser “devidamente orientada”, caso contrário poderá virar-se “contra a própria humanidade”.

“Que este olhar credenciado e reconhecido dos especialistas presentes [no ciclo de conferências] nos possa lançar novos olhares e possamos olhar, sem medo, para esta nova realidade constituída por homens mas que pode ser contra a humanidade se não for devidamente orientada”, referiu.

“Abre-se aqui um portal enorme, mas que seja de ajuda a uma nova configuração da humanidade e onde todos se possam incluir”, disse, acrescentando igualmente os desafios que acarreta para a educação, para as famílias, para a Igreja, para a política e para a sociedade no seu todo.

Sobre a ‘Nova Ágora’, D. José Cordeiro considerou-a “uma praça que a Arquidiocese de Braga criou no diálogo com todos, crentes e não crentes”, no sentido de “ouvir” porque “nada do que é humano é indiferente à ação evangelizadora da Igreja”.

Salientou, ainda, a atualidade do assunto uma vez que o tema escolhido vai ao encontro da mensagem do Papa Francisco para o 58.° Dia Mundial das Comunicações Sociais que se assinala a 12 de maio deste ano – ‘Inteligência artificial e sabedoria do coração: para uma comunicação plenamente humana’ – e que já tinha também sido escolhida por ocasião do 57.º Dia Mundial da Paz, no passado mês de janeiro – ‘Inteligência Artificial e Paz’.

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