O convite para a criação surgiu, uma vez mais, pelo padre António Magalhães Sousa e a artista amarense Sylvie Castro, a autora do postal, explica que as linhas nortearam o trabalho em aguarela foram inspiradas nos Discípulos de Emaús.
“Na mensagem para a Quaresma-Páscoa, D. José insiste no pensamento: ‘Levar Jesus a todos e levar todos a Jesus’. No fundo, estamos sempre em missão = em caminho = levar o Evangelho que é uma Boa Notícia = Cristo está vivo e vive no meio de nós”, começa por explicar o Padre Magalhães.
E acrescenta: “Também estamos a preparar o 5º Congresso Eucarístico Nacional, a ter lugar em Braga de 31 de maio a 2 de junho sob o tema: ‘Partilhar o pão, alimentar a esperança. Reconheceram-n’O ao partir o Pão’. É o episódio dos discípulos de Emaús”.
E revela o que está detrás da ideia para o postal a ser entregue no beijar da cruz nas paróquias onde é pároco: “Imagino um caminho entre Jerusalém (onde Cristo ressuscitou – lugar da Ressurreição e a Vida) e Emaús (terra natal dos discípulos que regressam desanimados porque perderam a esperança com a morte de Jesus, lugar do conformismo, desesperança, tristeza, desistência). E tudo acontece nesse caminho: pessoas que vão em direção a Jerusalém (porventura animadas) e pessoas que vão em direção a Emaús (talvez desanimadas, tristes). Esse caminho pode muito bem traduzir a experiência humana e espiritual que atravessa toda a humanidade. Onde está o pormenor: na direção de Emaús aparece alguém a ‘explicar’ apresentar a Palavra de Deus; mostrar que não faz sentido caminhar triste porque Cristo está vivo, ressuscitou; na direção de Jerusalém as pessoas regressam animadas porque reconheceram Jesus ao partir o Pão. Emaús será uma espécie de lugar onde a Eucaristia acontece e transforma a vida das pessoas. Daí, porque reconheceram Jesus Ressuscitado ao partir o Pão, têm necessidade de voltar a Jerusalém para dar a novidade aos que ainda não se cruzaram com o Vivente. Em linhas gerais seria isto… mas sempre à mercê da criatividade de quem diz em imagens o que as palavras não conseguem. O texto bíblico é Lucas 24”.
Para Sylvie Castro, “o privilégio de estar ao serviço, de ser escolhida para esta missão, de ser útil através da minha arte, é incomensurável. Agradeço de coração a solicitação que o sr. Pe. me fez, pois sem ela, perderia mais uma oportunidade para refletir, para meditar, em particular, a simbologia de Emaús”.
