Três novos diáconos são de Amares, Terras de Bouro e Braga

Os três novos diáconos da Igreja de Braga, originários de Amares, de Terras de Bouro e de Braga, serão ordenados hoje à tarde, na Cripta do Santuário do Sameiro, em Braga, numa cerimónia transmitida online, através do canal de YouTube e da página de Facebook da Arquidiocese de Braga.

Pedro Antunes, de Santa Maria de Bouro, em Amares, Paulo Pereira, de Santa Marinha de Covide, em Terras de Bouro, e Miguel Rodrigues, de São João Baptista de Nogueira, em Braga, são os novos diáconos da Arquidiocese de Braga.


Para Pedro Antunes, de Bouro Santa Maria, “uma pergunta que fiz a mim mesmo, imensas vezes, foi ‘o que é que queres para a tua vida?, e a resposta vai-se desvelando pela mediação de muitas pessoas, acontecimentos, caminhadas, leituras, meditações e orações, etc.”, revela ao site da arquidiocese.

“Em determinado momento da minha vida, percebi que toda ela se resumia a uma procura por Deus, quando, na verdade, já tinha sido ‘encontrado’ por Ele, o desafio era abrir-me, predispor-me, a esse encontro”, sendo “esta a releitura que faço do meu caminho vocacional, quando recordo todos os ofícios profissionais e serviços que desempenhei, todos os estudos que realizei, sejam os seis anos de Teologia, ou os quatro anos de Sociologia, percebia que estava à procura de uma felicidade que só vislumbrava quando me dedicava a atividades pastorais”, acrescenta o amarense.


Já segundo Paulo Pereira, de Covide, “estou cada vez mais convencido que é a partir dos pequenos sinais que podemos perceber os desígnios de Deus, de facto, a beleza da vida percebe-se a partir dos pormenores, com esta convicção que leio a história da minha vocação, tendo presente de que Deus não chama só os capacitados, mas também capacita os chamados”.

“Estava no sétimo ano, entre as muitas conversas que o nosso grupo de amigos tinha, surgiu, certo dia, o tema do seminário, um amigo meu queria frequentar uns encontros de pré-seminário, mas não queria ir sozinho, então lança o desafio ao grupo, nestas coisas é sempre assim… Eu acabei por falar com o meu pároco e começamos, os dois, a frequentar os encontros de pré-seminário, sobre o seminário apenas sabia que era uma casa onde se formavam padres, e isso, inquietava-me pois nunca tinha pensado sobre o assunto, pelo menos para mim”, conforme explica o terrasbourense.


Quanto a Miguel Rodrigues, de Nogueira, Braga, “todos nos debatemos, ao longo da vida, com interpelações que convocam para importantes decisões, para a descoberta de uma vocação, isto é, um caminho de ação, livre, que como cristãos percorremos para Deus”.

“A questão pelo sentido da existência, entre outras, foi surgindo na minha vida, à qual procurei ir dando resposta ao longo dos últimos seis anos, a entrada no Seminário, depois de concluído o ensino secundário e de frequentar o Pré-Seminário, afirmou-se como um passo importante para discernir a vocação a que Deus me chama, este discernimento significou um constante percurso de distinção e perceção do significado dos vários sinais de Deus presentes na minha vida, destacando dois importantes estímulos: a oração frequente e a atenção a toda(s) a(s) história(s) mediada(s) no quotidiano”, de acordo com o bracarense, em declarações ao mesmo site.

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