O Ministério Público de Braga avançou com uma queixa contra Carlos Cruz Vilaça, provedor da Irmandade de Santa Cruz entre 2006 e 2014, por este ter exigido jóias de entrada para o lar da instituição que variavam entre os dez e os quarenta mil euros; com este esquema, Carlos Cruz Vilaça terá recebido 297 mil euros pela admissão de 12 idosos.
A Irmandade de Santa Cruz não disporia também de uma lista de espera devidamente estruturada que permitisse determinar quais os critérios de admissão de uns utentes em detrimento de outros.
O Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda endereçou uma pergunta ao Governo sobre esta situação, subscrita pelos deputados José Maria Cardoso, Alexandra Vieira e José Soeiro.
“Sendo certo que a justiça está a fazer o seu caminho e que não queremos interferir no processo judicial, o Bloco de Esquerda considera que esta situação exposta não pode deixar de merecer reflexão e intervenção”, dizem os bloquistas em comunicado.
“Esta é uma instituição com protocolo com a Segurança Social, pelo que é pertinente saber qual o acompanhamento que existiu ao longo destes anos por parte da Segurança Social à Irmandade de Santa Cruz. Não é aceitável que uma instituição possa agir extorquindo valores aos familiares para aceitação de utentes. É também fundamental averiguar se este esquema de cobrança existiu noutras valências da IPSS Irmandade de Santa Cruz, se cessou ou se continua a verificar-se”.
