“Em Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, iremos encontrar sempre as melhores soluções para obter os melhores resultados”

As eleições para a Federação de Braga do PS, suspensas devido à pandemia da Covid-19, foram remarcadas para o próximo dia 18 de julho. Eleições que terão dois candidatos.

Joaquim Barreto, atual Presidente da Federação de Braga do PS, recandidata-se a mais um mandato encabeçando a lista “Primeiro o Distrito, Primeiro o Partido” e terá como oponente, o vereador da câmara de Guimarães, Ricardo Costa.

Em entrevista ao ‘Terras do Homem’, Joaquim Barreto fala de motivações e das eleições autárquicas, o primeiro grande teste do PS no distrito.

Que motivações estão por detrás da candidatura após estes anos à frente da Federação Distrital?
Em primeiro lugar, devo dizer que sou candidato a Presidente da Federação por vontade própria, pela militância ao serviço do PS. Mas também para cumprir com a verdade, a minha palavra e o compromisso que assumi perante Camaradas, como o Alberto Nídio, de Vila Verde, o Pedro Costa, de Amares, o Filipe Pires, de Terras de Bouro, o Frederico Castro, da Póvoa de Lanhoso, o Artur Feio, de Braga, o Luís Soares e Ricardo Costa – que agora é candidato opositor-, ambos de Guimarães, entre outros, de vários concelhos do distrito, que me desafiaram e incentivaram numa reunião realizada em Agosto de 2019, para continuar à frente dos destinos da Federação de Braga.
No último trimestre de 2019 e antes de anunciar a minha recandidatura, quando ainda não existia outro candidato, muitos foram os que me manifestaram apoio, entre os quais o Domingos Bragança e o Francisco Alves, Presidentes de Câmara de Guimarães e de Cabeceiras de Basto, respetivamente.
Apoios e apelos, que me foram igualmente dirigidos e renovados por muitos militantes e dirigentes do PS em Janeiro e Fevereiro de 2020.
Face aos compromissos assumidos e à forma como vivo e sinto o partido – sempre num quadro de identidade, de responsabilidade, de espírito de missão e de serviço à causa pública -, aceitei mais este projeto coletivo e intergeracional para me recandidatar.

O que pode ser diferente daqui para a frente?
Antes de mais, não podemos escamotear o mandato 2018/20 que agora finda, pois tivemos sucesso em várias frentes, nomeadamente nas eleições Europeias e Legislativas.
Obtivemos duas vitórias expressivas no Distrito, com a eleição da Eurodeputada, Isabel Estrada Carvalhais – o que já não acontecia há muitos anos – e de mais um Deputado para a Assembleia da República.
Também no mandato que agora acaba, o PS no distrito de Braga, cresceu, renovou-se e abriu-se à sociedade civil de forma inclusiva e participativa. O balanço é muito positivo.
Mas, sim. Há mais a fazer, porque as problemáticas dos nossos territórios são dinâmicas e há novas preocupações a encarar. Consideramos como setores importantes, principalmente no contexto da crise de saúde pública que temos vivido por causa do Covid-19, a Saúde, a Educação e o Social, para além de não podermos esquecer o Emprego, as Infraestruturas, o Ambiente, o combate à Desertificação, a Mobilidade, a Inovação, a Migração e outros que defenderemos, com diálogo e proximidade, com os principais agentes públicos e privados.
Continuar a afirmar, valorizar e aprofundar a matriz identitária do PS, passa por defender o interesse público nestas áreas, no território do distrito de Braga.
Por outro lado, em 2021 temos as Eleições Autárquicas, processo que continuaremos a desenvolver respeitando a autonomia das Concelhias, em articulação e cooperação com a Direção Nacional do PS.

Como encara a existência de outra candidatura? Pode criar fissuras no futuro?
Como sempre digo, em democracia, o confronto de ideias e projetos é salutar, desde que feito num quadro de lealdade, de verdade democrática e de seriedade de processo, no respeito pelos princípios e valores socialistas.
Se assim for, os projetos políticos ficam a ganhar. Só assim não será, se os processos não forem leais e democráticos, mas aí, cada um responderá por si e assumirá as consequências.
Todos aqueles que estão envolvidos na nossa candidatura conhecem estes valores e seguem-nos religiosamente. Estou muito feliz pela quantidade de apoios que tenho, mas principalmente orgulhoso pela forma correta e leal com que todos, sem exceção, demarcam o seu posicionamento na política.

Sendo as autárquicas o primeiro processo eleitoral após esta eleição, quais são as perspetivas para o distrito de Braga?
As Eleições Autárquicas são um processo que desenvolveremos respeitando a autonomia das Concelhias em articulação e cooperação com os seus Dirigentes e com a Direção Nacional.
De acordo com os estatutos do Partido, compete às Comissões Políticas Concelhias escolher e aprovar os candidatos a Presidentes de Câmara que depois propõem à Federação para ratificação e que, posteriormente são submetidos à Direção Nacional a quem cabe validar as propostas com os nomes que lhe são apresentados.
Obviamente que a nossa ambição é conquistar o maior número de Câmaras possível. No que de nós depender iremos empenhar-nos para conquistar a vitória nas Câmaras Municipais onde não há uma gestão de matriz socialista.

E para os concelhos de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde?
Pretendemos alcançar o maior número de vitórias ao nível das freguesias e dos municípios, nos quais se incluem entre outros naturalmente, os concelhos de Amares, Vila Verde e Terras de Bouro, procurando encontrar sempre as melhores soluções para obter os melhores resultados.
A diversidade de opiniões é salutar, desde que quando necessário, se saiba colocar em primeiro lugar os superiores interesses do concelho e do Partido, com base em projetos credíveis e agregadores que sirvam as populações, tendo como fim último a causa pública e o bem comum.

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