Picadeiro inaugurado e lançada primeira pedra das novas instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Braga em Amares

O lançamento da primeira pedra das novas instalações da Associação de Paralisia Cerebral de Braga e a inauguração do seu picadeiro, localizados na freguesia de Carrazedo, em Amares, assinalam um “novo marco” nas respostas sociais que o concelho de Amares passa a oferecer para o resto do Distrito.

Na cerimónia que juntou um conjunto de individualidades e entidades nacionais, distritais e concelhias, o presidente da APCB referiu-se a este como “o primeiro dia do resto das nossas vidas”.

Para Luís Gonçalves, “hoje é um marco muito importante na vida da APCB, o lançamento da primeira pedra das futuras instalações, que permitirão criar condições para o alargamento das atuais valências da instituição, mas, sobretudo, a criação do lar residencial para pessoas com paralisia cerebral e doenças neurológicas afins”.

“Uma obra de avultado investimento” cuja conclusão está prevista para final da Primavera de 2021 e que irá permitir disponibilizar aos utentes, “modernas e funcionais infraestruturas”.

O picadeiro foi benzido por D. Jorge Ortiga, mostrado aos convidados e leva uma placa com o nome do anterior presidente da direção, José Luís Alves, o principal impulsionador das obras.

“Sabendo da importância da hipoterapia para estas pessoas, avançamos para a construção de raiz de um picadeiro”, diz Luís Gonçalves. Com oito boxes, a estrutura tem, ainda, 120 lugares sentados, uma sala de formação, casas de banho adaptadas e uma área que poderá servir de habitação para o tratador.

Com um dispositivo de rega próprio, a direção já instalou um ‘hipotransfer’ que irá permitir levantar o utente e colocá-lo diretamente na sela do cavalo ou funcionar como rampa para cadeira de rodas.

Abílio Cunha, presidente da Federação das Associações Portuguesas de Paralisia Cerebral lembrou “o desempenho doloroso, o trabalho de bastidores e pouco reconhecido” de todos os que trabalham nesta área. “São pessoas imbuídas no espírito de fazer melhor em prol das pessoas com paralisia cerebral.

Lamentando a ausência de entidades governamentais, Abílio Cunha espera que esta lacuna seja colmatada “daqui a um ano quando as novas instalações forem inauguradas”.

Manuel Moreira
O presidente da Câmara deu os parabéns pela decisão de construir esta infraestrutura em Amares, “dando mais uma resposta social não só ao concelho, mas, também ao Distrito”. Para o autarca, “o vosso trabalho é fundamental porque é preciso ter capacidade e coragem para estar ao lado desta franja da sociedade”.

No momento da bênção, o Arcebispo de Braga referiu que uma obra como esta “não é para marginalizar, mas para unir” saudando todos aqueles que “trabalham para que estas pessoas possam ter uma vida digna”.

D. Jorge Ortiga aproveitou a ocasião para recordar o princípio da subsidiaridade: “é importante conjugar a parte pública com a parte privada” lamentando “o apoio reduzido que as IPSS têm e as muitas exigências algumas delas exageradas”.

Com 41 colaboradores entre administrativos, técnicos, auxiliares, serviços gerais, um tratador, o alargamento da oferta irá ‘obrigar’ ao recrutamento de mais 25 pessoas sobretudo para o lar e CAO, seja para serviços gerais, seja para auxiliares.

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