A Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Amares está “apreensiva” com o arranque do novo ano letivo. “Não há normativos emanados da tutela e as informações que vão saindo são muito preocupantes”, revela Cristóvão Gomes ao ‘Terras do Homem’, acrescentando “ninguém consegue dar garantias se as escolas conseguem cumprir com o distanciamento social ou o número de alunos”.
Medidas feitas a ‘régua e esquadro’ sem “levarem em conta as especificidades de cada escola. Há escolas que têm as mesmas condições de há 20 anos e há outras que deveriam ter sido intervencionadas e nada”.
Os intervalos dentro da sala de aula são, para Cristóvão Gomes, “incompreensíveis” bem como as normas de funcionamento de bares e refeitórios: “num dia é uma coisa, no outro outra”. Os pais não descartam o endurecimento de uma tomada de posição no início do ano letivo, mas “sem se saber que linhas se cosem as escolas é difícil”.
Constrangimentos
O presidente da Associação de Pais critica, ainda, o facto de se saber pouco sobre que tipo de ensino se vai ter: “vai ser presencial, semi presencial e com que carga letiva? E se houver uma nova vaga, o que se vai fazer? Os alunos regressam para casa? Com que condições?”. Perguntas para as quais, ainda, não há resposta.

O anúncio de computadores para todos provoca alguma desconfiança: “como é que isto vai ser tratado? É logo no início do ano letivo? Nós não sabemos se teremos ou não uma nova vaga e há alunos sem qualquer suporte informático. Vamos continuar a aumentar as desigualdades que foram evidentes neste final de ano letivo?”.
Medidas
Para Cristóvão Gomes, o ideal seria não haver muitas mudanças “adaptando-se a comunidade escolar à nova realidade”. O levantamento dos alunos com necessidades económicos já está feito e “deveria ser para estes a primazia de computador e acesso à internet, logo desde os primeiros dias de aulas”.
Cada turma no seu horário e não várias turmas ao mesmo tempo com o respetivo docente é outra das propostas sugeridas.
