Câmara de Amares ‘vai à luta’ por mais uma turma no Centro Escolar de Lago

A Dgeste já fez saber que o processo é irreversível e que não haverá mais uma turma no Centro Escolar de Lago. Uma decisão com a qual o presidente da Câmara “não concorda nem aceita”. Manuel Moreira fez saber na reunião de hoje que “se os pais quiserem, estaremos na linha da frente desta luta”. Uma posição que foi secundada pelo Vereador do PS, Pedro Costa.

A Vereadora da Educação, Cidália Abreu, explicou que “o Município nada tem a ver com a constituição de turmas, é uma competência do Agrupamento de Escolas” que, no caso de Lago, “cumpriu, e bem, com o normativo”.

Acrescentou ainda que “foi pedida uma reunião com o delegado regional, em parceria com a Associação de Pais”, mas a resposta foi lapidar: “disse que tinham centenas de pedidos de reunião e que, neste caso, a decisão estava tomada e não havia nada a fazer”.

Foi aqui que o autarca interveio para dizer: “não concordo com a decisão e estou disponível para ir para a luta”. Manuel Moreira lembra que, em tempo de pandemia, não faz sentido ter quase 30 alunos em cada sala, mandar quatro ou cinco para o Centro Escolar de Rendufe, só porque não se pode ter turmas mais pequenas”.

Para o autarca, em tempos excecionais “têm que haver medidas excecionais e ajustadas à realidade local” e deixou no ar um endurecimento das relações com a Dgeste: “quando precisam das câmaras andam sempre a pedinchar e, muitas vezes, em matérias que não são da nossa competência, quando as câmaras precisam usam normativos. Ou somos parceiros ou não somos”.

PS

O Vereador do Partido Socialista, Pedro Costa, juntou-se ao coro da indignação: “estou em desacordo com a decisão, é uma incongruência” manifestando a sua solidariedade para ajudar na causa. “Os normativos não são ‘cegos’ nem podem ser. Têm que levar em conta as realidades locais”.

Quanto ao início do ano letivo, Cidália Abreu, deu conta de inúmeras reuniões com o agrupamento de Escolas e com os diretores de escolas para “cumprir com as leis da DGS e da Dgeste. Achamos que estão reunidas as condições para que o ano escolar arranque em segurança”.

“Estamos tranquilos e compreendemos a ansiedade de pais e professores” no arranque letivo reconhecendo que “este é um trabalho contínuo e de aprendizagem”.

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