Moreirense augura tranquilidade à espreita da metade superior da tabela

O Moreirense projeta a sétima época consecutiva na I Liga de futebol com renovadas esperanças de uma caminhada pacata e ambiciosa, após as duas melhores classificações de sempre em 11 presenças.

Desde a última subida de divisão, em 2014/15, os ‘cónegos’ atravessaram anos de consolidação na elite ao ponto de fintarem as dificuldades e adquirirem conforto competitivo, que favoreceu uma forma de jogar atrevida, premiada com o histórico sexto lugar, há duas temporadas, sob alçada de Ivo Vieira, e um oitavo, em 2019/20.

A salvaguarda da permanência será sempre o maior triunfo da SAD presidida por Vítor Magalhães, embora a continuidade do treinador Ricardo Soares, que rendeu Vítor Campelos à passagem da 14.ª jornada da última época, possa visar nova entrada na metade superior da tabela, mesmo com alguns concorrentes fortalecidos no defeso.

“É evidente que os últimos dois anos foram dourados e acrescem a responsabilidade, mas temos a consciência de que a época será difícil. O clube está a preparar-se bem e isso é determinante para o seu crescimento. Os objetivos são claros: manutenção e valorização dos jogadores”, apontou o técnico, durante os trabalhos de pré-época.

Rosto dessa projeção de talentos é o avançado internacional angolano Fábio Abreu, figura de proa dos ‘cónegos’ em 2019/20, com 15 golos em 36 jogos, que despertou o interesse de outras latitudes e ainda não saiu, ao contrário de outras peças influentes, como os defesas João Aurélio e Iago Santos e os extremos Bilel e Luther Singh.

Para lá das 20 partidas, o clube da vila mais pequena da I Liga conservou 15 unidades e adquiriu em definitivo o guarda-redes Mateus Pasinato, ladeado pelos experientes Steven Vitória, Lazar Rosic, Djavan, Fábio Pacheco e Alex Soares, conjugados com a irreverência de Filipe Soares, Abdu Conté, Anthony D´Alberto ou Pedro Nuno.

Apesar da substituição de Marco Couto por Manuel Ribeiro como diretor desportivo, a política de rejuvenescimento do Moreirense prossegue em 2020/21, como atestam as contratações dos defesas Pedro Amador (ex-Sporting de Braga), Matheus Silva (ex-Bahia) e Reynaldo (ex-Juventude) ou do avançado Derik Lacerda (ex-Académica).

Com um orçamento de cinco milhões de euros, as cedências de Nahuel Ferraresi (ex-Manchester City) e Yan (ex-Palmeiras) e as apostas em Felipe Pires (ex-Hoffenheim) e no regressado Lucas Rodrigues (ex-Mafra) prometem aquilatar uma estrutura focada num campeonato sem sobressaltos e em eventuais surpresas frente aos mais fortes.

O conjunto de Ricardo Soares, que já orientou Desportivo de Chaves (2016/17) e Desportivo das Aves (2017/18) na elite, estagiou em Ofir no final de agosto e cumpriu seis encontros de preparação, nos quais venceu o Nacional (2-0), empatou com Chaves (1-1), Gil Vicente (0-0) e Vitória de Guimarães (0-0) e perdeu diante de Santa Clara (0-2) e Paços de Ferreira (1-2).

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