Ministra da Segurança Social inaugura ‘Casa da Alegria’, em Lanhas e aponta estrutura como exemplo para o país

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, foi a convidada especial da inauguração da ‘Casa da Alegria’, uma estrutura pioneira em Portugal, sediada em Lanhas e de apoio à doença de Alzheimer e outras demências.

A governante apontou a estrutura social como “um bom exemplo de uma resposta especializada que vai ao encontro das necessidades das pessoas”. Ana Mendes Godinho referiu que em tempos de pandemia, que “obrigaram a repensar as coisas que estávamos a fazer, é possível encontrar novas e inovadoras respostas sociais para o envelhecimento, exemplo disso a Casa da Alegria”.

Com um investimento financiado por uma instituição bancária no valor de cerca de 2 milhões e 300mil euros, a ‘Casa da Alegria’ tem capacidade para 31 utentes em Lar e 19 em Centro de Dia. O lar atingiu a sua lotação máxima, poucas semanas depois da abertura, resultante da premente carência social que se deteta em estruturas versadas para esta problemática.

Como explicou o presidente da direção do Centro Social do Vale do Homem, que dirige a ‘Casa da Alegria”, há um investimento em terapias não-farmacológicas, destacando-se o Jardim Terapêutico e Sensorial, que desperta os 5 sentidos aliado às terapias diferenciadoras e inovadoras, a saber: musicoterapia, dançaterapia, neuro-reabilitação, hidromassagem com aromaterapia e cromoterapia, infoterapia, dollyterapia, roboterapia, terapia assistida por animais, terapias pelas novas tecnologias, sala multissensorial.

Estas e muitas outras áreas de intervenção do cérebro resultam num modelo replicável e aberto à comunidade (assim que a questão pandémica assim o permita) – o Centro de Estimulação da Mente.

Jorge Pereira aproveitou para pedir uma atenção especial para as dificuldades que as IPSS atravessam e de que o CSVH não é exceção: “o CSVH, tem 3 edifícios em pleno funcionamento, tem 6 respostas sociais, tem 191 utentes a seu cargo, tem mais de 100 colaboradores com contrato sem termo, 30 colaboradores avençados, 11 viaturas na rua, tem enfermagem permanente, uma excelente equipa multidisciplinar, … tem muitos encargos sociais, pois, os valores das despesas mensais são coincidentes com os valores das receitas mensais de acordos de cooperação.

Continuamos a pagar 50% de IVA em obras; e, 100% de IVA em equipamentos! Na construção e equipamento da Casa da Alegria pagamos, ao Estado, efetivamente cerca de 300,000,00€.

Temos custos exorbitantes com energia elétrica, gás, gasóleo, gasolina e água. Temos muitas dificuldades com a recolha de lixos orgânicos e papelão”.

Presidente da Câmara
O presidente da Câmara de Vila Verde aproveitou a ocasião para elogiar o trabalho “exemplar” das IPSS do concelho na gestão da pandemia: “são cerca de 20 instituições que deram de si, criaram equipas espelhos, abdicaram do seu tempo em família para evitar que o vírus se propagasse”.

Lembrando o investimento transversal na área de social de cerca de 10 milhões no concelho, António Vilela referiu-se as dificuldades das instituições “a esmagadora maioria no limite e é necessário dar uma resposta adequadas e serem ressarcidas de valores gastos com a pandemia”.

No final ainda houve tempo para a Ministra se juntar ao coro do CSVH e cantar ‘Quero É Viver!’ de António Variações e receber um cabaz com produtos dos três concelhos do Vale do Homem e um lenço dos namorados personalizado.

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