O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, enalteceram todo o trabalho dos guardas florestais e vigilantes da natureza, no Parque Nacional da Peneda-Gerês, no decorrer das comemorações do 50º aniversário do único território português com um estatuto nacional.
Depois do ministro do Ambiente e da Ação Climática ter destacado o trabalho dos profissionais durante o ano de 2016, quando arderam cerca de dez por cento da área total do Parque Nacional da Peneda-Gerês, foi a vez do Presidente da República ter feito questão de cumprimentar, um a um, dezenas de guardas florestais e vigilantes da natureza.
Dirigindo-se às dezenas de profissionais ali perfilados, o Presidente da República afirmou que “vocês estão permanentemente no parque nacional, ficam cá mesmo quando os outros vão embora, a vossa responsabilidade aqui é enorme, a nossa gratidão também é enorme”.
Marcelo Rebelo de Sousa disse “não ser possível enfrentarmos uma pandemia e uma crise económica e social sem o fazer olhando para a dimensão ambiental, não sendo possível olhar para a pandemia se não de uma perspetiva da importância do ambiente, dos seus ecossistemas, da ação climática, da natureza e da sua relação com o humano, porque não será possível atravessar uma crise económica e social se não de uma forma sustentável”.
O ministro, João Pedro Matos Fernandes, recordou a recente contratação definitiva dos cerca de 50 novos guardas florestais.
O governante não poupou nas palavras quando elogiou o trabalho daqueles profissionais do terreno, referindo que “não sendo bombeiros, são os primeiros a chegar e os últimos a sair, quando há incêndios florestais, muitos dos quais são logo debelados pelos próprios, chegando a zonas onde só por via terrestre e com meios manuais conseguem fazer tal trabalho, para além das tarefas, durante todo o ano”.
A ação teve lugar na Portela de Leonte, freguesia de Campo do Gerês, após assinatura do protocolo de cogestão do Parque Nacional da Peneda-Gerês, entre o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), o Fundo Ambiental e a ADERE-Peneda Gerês, organização que desenvolve a sua atividade nos municípios integrantes deste território.
Arcos de Valdevez, Melgaço, Montalegre, Ponte da Barca e Terras de Bouro vai gerir o parque num modelo de cogestão que integra também uma instituição de ensino superior, uma associação de defesa do ambiente e outros atores de relevância local.
O protocolo prevê uma verba de 100 mil euros, a ser aplicada durante 36 meses, para apoio técnico e operacional e atividades prioritárias de promoção da cogestão da área protegida.
Na cerimónia ao ar livre da Portela de Leonte, em plena Mata de Albergaria, foi largada uma águia cobreira.
