Técnico do Vitória quer “brindar” adeptos com triunfo sobre o Braga

Os rivais minhotos vão encontrar-se num embate marcado para domingo, às 20h00, sem público, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, devido à pandemia de covid-19, e o técnico frisou que o Vitória, embora “coxo” por não ter os seus adeptos nas bancadas, almeja somar três pontos e dar-lhes uma “alegria”.

“Ficamos tristes com a ausência do público. Toda a gente em Guimarães queria estar a apoiar o Vitória neste jogo tão especial. Também precisamos dessa ajuda. Não podemos ter esse acréscimo de qualidade ao jogo. O Vitória vai entrar coxo, porque não tem os seus adeptos ao lado, mas, mesmo com essa adversidade, vamos brindá-los com um bom jogo e com uma vitória”, disse, na antevisão ao desafio.

Quinta classificada, com sete pontos, a formação vitoriana tem mais um face à turma ‘arsenalista’, sexta, mas João Henriques frisou que a ordem da tabela, até pela “fase inicial do campeonato, “não diz nada”, a não ser o objetivo dos seus pupilos em aumentarem a vantagem sobre o adversário para quatro pontos.

Vitorioso no primeiro encontro ao ‘leme’ do Vitória, no reduto do Boavista (1-0), o treinador prometeu, frente aos bracarenses, um conjunto à “imagem e semelhança” da primeira parte frente aos ‘axadrezados’, capaz de ser “competitivo”, “agressivo” e de “saber o que tem de fazer em cada momento do jogo”.

João Henriques realçou até que o Sporting de Braga “vai ter de ser muito mais competente do que o Vitória” para vencer, mas admitiu que a equipa treinada por Carlos Carvalhal é “sólida”, com “individualidades muito competentes”, várias delas há três ou mais anos no clube, como demonstrou o ‘onze’ de quinta-feira, no triunfo sobre os gregos do AEK de Atenas (3-0), para a Liga Europa.

“No último ‘onze’ que apresentou, tem oito jogadores que estão há três ou mais anos em Braga. Só teve um reforço [Iuri Medeiros]. É uma equipa estável em que, apesar do novo treinador, há conhecimento mútuo. É uma vantagem grande para os jogos deste campeonato”, descreveu.

O ‘timoneiro’ vimaranense rejeitou ainda que os ‘arsenalistas’ possam acusar fadiga no domingo, tendo até vincado que o “ritmo competitivo” é superior ao do Vitória, formação ainda em “crescimento”, a “consolidar processos de jogo”, após 12 treinos sob o seu comando.

“Precisamos de mais tempo para que quem chegue entenda o clube e a sua dimensão. Temos 12 treinos, o que é muito curto para o que queremos efetuar. A cada dia, o ‘chip’ dos jogadores está com cada vez mais informação. Estamos cada vez mais competentes. Mas vai haver retrocessos e depois novo crescimento”, adiantou.

O Vitória SC, quinto classificado da I Liga, com sete pontos, recebe o Sporting de Braga, sexto, com seis, em jogo da quinta jornada, agendado para as 20:00 de domingo, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães, e arbitrado por Fábio Veríssimo, da Associação de Futebol de Leiria.

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