Plano e orçamento de Amares aprovado com voto contra do PS e abstenção dos ‘Independentes’

O plano e orçamento de 2021 da câmara de Amares foi, hoje, discutido e aprovado em sede de reunião de executivo. A Oposição foi muito crítica com os documentos, o presidente da autarquia fala em “caminho bem definido” e levando em conta “aquilo que prometemos e pelo qual fomos eleitos em 2017”.

Manuel Moreira traçou três linhas de pensamento para 2021: “onde estamos, como cá chegamos e para onde vamos”.

Na primeira estão elencadas obras como “o aumento do saneamento em 10 freguesias, 1400 agregados familiares e algumas empresas; a melhoria da escola pública que recebe os alunos do 2º e 3º ciclo de Amares; a intervenção em alguns acessos essenciais da rede viária; a criação do ecocanil e a intervenção na Praça do Comércio”.

No ‘Como cá chegamos’ o autarca deixou um agradecimento a todos os que lutam pela causa pública e permitem dar resposta aos anseios dos amarenses, nomeadamente os presidentes de junta”.

Finalmente o ‘para onde vamos’. “Não sabemos as repercussões da Covid-19 na saúde, economia e organização da sociedade, mas sabemos que, mais do que nunca, como políticos, temos que estar disponíveis e atentos”.

Orçamento

O valor global do orçamento para 2021 ronda os 16 milhões e 800 mil euros. Ao nível da receita, verifica-se que as previsões de receitas correntes correspondem a 78% das verbas (cerca de 13 milhões 100 mil euros) e as receitas de capital correspondem a 22% (cerca de 3 milhões e 700 mil euros).

O autarca realça o facto de “a receita corrente estimada ser superior à despesa corrente, facto que originará, tal como em anos transatos, uma poupança corrente”.

As receitas de capital resultantes de investimentos já garantidos através de fundos comunitários são superiores a um milhão e 400 mil euros correspondentes aos projetos da Loja da Abadia, reabilitação do parque da feira semanal, núcleo interpretativo de Bouro, Pepal, Ampliação da EB 2/3, rede viária florestal, requalificação da escola secundária, requalificação da Praça do Comércio e extensão e fecho do saneamento.

Despesas

As despesas de capital representam 40% da despesa num total de 6 milhões e 700 mil euros. As juntas de freguesias irão receber 670 mil euros e os subsídios ao investimento a instituições num valor superior a 225 mil euros.

As despesas correntes correspondem a 60% da despesa do município e incluem para além das despesas com pessoas, aquisição de bens e serviços, transferências correntes e subsídios para as juntas de freguesia e associações.

Pedro Costa: “não serve interesse dos amarenses”

O vereador do PS, que votou contra, foi muito crítico com o documento. Para Pedro Costa é um orçamento “numa lógica de continuidade e a minha posição será a mesma. É o oitavo plano que apresenta e não há nada de diferente, é igual ao que apresentou em 2017”.

Por isso, para o vereador “é uma estratégia que não serve os interesses dos amarenses. Não consigo aprender nada com ele porque não tem rasto, não há um sinal do que os problemas vão ser resolvidos, são os mesmos apoios sociais, as mesmas festas, as mesmas obras”.

Criticou o valor das despesas correntes, “mais de 10 milhões dos quais 5,4 milhões para gastos com pessoal, três milhões para a aquisição de serviços, um milhão para trabalhos especializados e 800 mil para outros serviços.

O abastecimento de água mereceu também especial atenção do socialista: “os 320 mil euros não chegam para fazer a ligação da Srª da Paz à Torre, por isso, é uma falácia, não vai acontecer”, criticando, depois, o investimento feito nos últimos anos: “não quis saber do problema e continua a não ser uma prioridade”.

“A recolha do lixo é um desnorte completo, com um concelho com ruas sujas, pouca atrativas” e em sentido contrário, ”uma câmara com um parque informático de excelência” referindo-se aos cerca de 500 mil euros gastos na sua renovação”

Emanuel Magalhães: “Estou preocupado com despesas com pessoal”

O vereador do Movimento Independente, que se absteve, mostrou a sua preocupação “com as despesas de pessoal: não conseguimos ter gente no terreno e andamos a gastar com a aquisição de serviços e trabalhos especializados”.

Emanuel Magalhães manifestou-se, ainda, contra a estratégia que está a ser seguida: “não se pode fazer uma obra em 2017 sem se saber o que lhe vai acontecer, ou então, só acabá-la quatro anos depois”.

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