Vila Verde apresenta edição nº14 e 15 do boletim cultural

Esta edição, que cobre os anos de 2018 e 2019, aborda os temas “Gualdim Pais- o Fronteiro de Deus”, “Templários de Cervães”, “Antropónimos do concelho de Vila Verde”, “O Vale do Cávado no percurso crítico”, “O Conselheiro Leonardo Caetano de Araújo Benemérito Paradense no Brasil e Brasileiro em Portugal”, e “Reflexão Diplomática e Paleográfica sobre dois documentos do caderno de D. Godinho, Arcebispo de Braga”, dos autores João Lobo, Aurélio de Oliveira, António Sousa Araújo e Maria Adelina Vieira.

De acordo com Aurélio de Oliveira, coordenador do Boletim Cultural “o ano de 2019, do ponto e vista cultural, para estas terras e não só foi, sem dúvida, marcado pelo aparecimento do romance histórico sobre Gualdim Pais. Uma figura histórica de enorme relevo na construção da nacionalidade, no contexto das lutas da Reconquista e da construção da realidade nacional”.

“O Reverendo Doutor Sousa Araújo, volta a estar presente neste Boletim com um alargado trabalho sobre figuras certamente desconhecidas, mas que tiveram papel de relevo no meio económico, cultural e até político do tempo- como é o caso do Conselheiro Leonardo Caetano de Araújo (1818-1904), também com múltipla Acão assistencial nas terras de Vila Verde”, sublinha o coordenador.

De acordo com o coordenador “a Doutora Adelina Vieira traz-nos outra figura de relevo, efetivamente de Vila Verde. Figura que tem passado desapercebida até no conjunto da galaria do arcebispos Braga, mas de enorme importância pois que ao Arcebispo D. Godinho (Soares) se ficou devendo, como dissemos, a obtenção da Bula papal Manisfestis Probatum. Uma sanção papal insistentemente perseguida por D. Afonso Henriques e pelos grandes arcebispos que precederam D. Godinho. Todos, verdadeiros braços dos monarca, dos quais é de salientar D. Paio Mendes D. João Peculiar, por seu turno, muito “envolvidos” com os Templários”.

Ainda segundo Aurélio de Oliveira, “temos depois um ensaio de toponímia de Dr. João Lobo com uma série de referências sobre nomes e lugares de freguesias do concelho. Sem dúvida um contributo para um melhor conhecimento destas terras e lugares, muitos deles conotados com catividades, como de itinerários das antigas e catuais terras de Vila Verde”.

Por fim, da autoria de Aurélio Oliveira, consta neste boletim, uma reflexão sobre os circunstancialismos económicos e sociais vividos no Vale do Cávado (como no genérico da Província de Entre Douro e Minho) num período crítico, respeitante ao transcurso entre 1580 e 1640.

O Presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela refere que “o Boletim Cultural de Vila Verde, que já soma 15 números, constitui um considerável repositório de uma muito importante produção intelectual, reunindo trabalhos de índole literária e científica dignos de assinalável relevo”.

Na sua perspetiva “a valorização da cultura, por muitos tida como uma das mais sublimes manifestações da criatividade e da inspiração humanas, é fundamental para a preservação da identidade de um povo e para a afirmação de um território”.

Este ano, devido à conjuntura atual, não haverá apresentação pública do Boletim Cultural, mas o mesmo pode ser adquirido na Câmara Municipal de Vila Verde.

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