Dois dos maiores picos de consumo do ano chegam com exigências diferentes devido à covid-19. Há quem espere o ano inteiro por estes momentos e aproveite a “sexta-feira negra” para adiantar compras de Natal. A DECO foi saber como os portugueses planeiam gerir os seus gastos.
Apenas 21% dos inquiridos preveem fazer compras no período da black friday deste ano (fim de semana de 27 a 29 de novembro), menos 20%, aproximadamente, face a 2019.
No que ao Natal diz respeito, a história é outra: 85% pretendem salvar o espírito natalício das garras da pandemia, dando presentes. No entanto, apesar de elevada, a percentagem também diminui relativamente a 2019, ano em que atingiu os 91 por cento.
Além disso, a maioria dos portugueses inquiridos pretende gastar menos na black friday, face a 2019. No entanto, no Natal, as percentagens dividem-se entre manter as despesas semelhantes às do ano anterior e diminuir os gastos. Regra geral, a tendência é para poupar.
Em média, no período da black friday, os portugueses preveem gastar 180 euros. 53% dos inquiridos contam desembolsar até 100 euros, sendo que 29% pretende gastar mais de 200 euros. Já no Natal, a média do valor que os portugueses preveem gastar é maior: 264 euros. 30% preveem gastar até 100 euros e 40% conta gastar mais de 200 euros.
Questionados sobre até que ponto a crise da covid-19 limita os hábitos de compra, três em cada cinco inquiridos sente alguma ou mesmo uma grande limitação no orçamento disponível para fazer compras na black friday, bem como na quantidade de produtos a comprar. Mais de metade (53%) considera que a pandemia veio limitar muito a compra em lojas físicas.
No entanto, os hábitos de consumo de Natal, na ótica dos portugueses que participaram no inquérito, ficam ainda mais comprometidos devido à pandemia. Como tal, 65% considera que o orçamento disponível para fazer compras é mais limitado e, aproximadamente, a mesma percentagem prevê que a quantidade de produtos a comprar tenha limitações. Quanto à compra em lojas físicas, 84% considera que a pandemia veio limitar a visita a estes espaços.
