Direção dos Bombeiros de Amares diz que Presidente da Câmara “está a faltar à verdade”

O presidente da direção dos Bombeiros de Amares desmente as declarações do presidente da Câmara de Amares, ao ‘Terras do Homem’, sobre os subsídios entregues à Associação. Numa nota enviada, José Gonçalves esclarece uma série de comentários feitos pelo autarca.

“É verdade e facilmente comprovado que o senhor presidente cortou com efeitos a partir de 30 de junho de 2020, o seguro de acidentes de trabalho dos bombeiros e funcionários num montante a rondar os 10 mil euros anuais e que a Câmara sempre pagou”, começa por referir.

Na nota enviada ao ‘Terras do Homem’, José Gonçalves diz-se disponível para “publicar a nova apólice que tivemos que assinar” e que sobrecarrega a associação com um montante de 9750 euros anuais.

O presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Amares diz que “é mentira” que a autarquia tenha ‘dado’ 90 mil euros: “apenas transferiu 80 mil euros”, e José Gonçalves detalha os pagamentos.

Subsídio anual no valor de 34 400 euros “inalterado” desde 2013, “ano em que tomou posse pela primeira vez” e mais 36 mil euros para “o pagamento de metade dos vencimentos dos cinco elementos da Equipa de Intervenção Permanente” sendo a outra metade paga pelo Ministério da Administração Interna.

Empréstimo
Sobre o empréstimo, José Gonçalves diz que o Presidente da Câmara “falta à verdade”. O pedido foi feito através de ofício “em que pedíamos ajuda para um empréstimo de 50 mil euros por cinco anos a suportar pela câmara municipal no seu total ou numa parte que posse possível”.

O responsável pelos bombeiros diz que numa reunião em finais de maio, “onde estiveram mais quatro diretores”, Manuel Moreira terá anunciado que “iria suportar por dois anos, 900 euros por mês, num total de 21600 euros, dando indicações para se tratar do pedido junto da agência bancária já que apenas estava à espera da informação do departamento financeiro para saber como proceder”.

Segundo José Gonçalves, “mais tarde tivemos a informação que o departamento financeiro deu parecer negativo. Pedimos assim que nos desse apenas o aval, mas mesmo esse foi negado”.

Ainda segundo, o presidente da direção, os dez mil euros referidos pelo autarca referem-se ao pagamento de 6100 euros a cada elemento das equipas ecins (fogos florestais) no ano de 2019 e “só pagos em fevereiro deste ano”. Os restantes 3900 euros referem-se “a compensação pelo transporte de água para os depósitos municipais durante 2018 e 2019”.

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