“Relvado do Jamor não é digno de estar na I Liga”

O treinador João Henriques considerou hoje que o relvado do Estádio Nacional, em Oeiras, onde o Vitória SC defrontará o Belenenses SAD, na segunda-feira, não é “digno de estar” na I Liga portuguesa de futebol.

Casa dos ‘azuis’ desde o início da época 2018/19, tem apresentado um relvado que interfere nas trajetórias da bola e nas mudanças de direção dos jogadores, com o técnico a defender que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) deve estar atenta à situação, se quiser “vender um produto de qualidade”.

“A maioria dos treinadores defende que, para apresentar espetáculos de qualidade, o palco tem de ser ótimo. Não é. A LPFP devia repensar esta forma de estar perante alguns relvados, como este do Jamor. É mau para a integridade física dos jogadores. Para nos aproximarmos das melhores ligas, temos de vender um produto de qualidade. O relvado do Jamor não é digno de estar na I Liga”, reiterou, na antevisão ao jogo da 18.ª jornada, marcado para segunda-feira, às 21h00.

Com a equipa a estagiar em Rio Maior, o ‘timoneiro’ vimaranense acrescentou que, perante relvados como o do Estádio Nacional, os “jogadores ficam mais retraídos quanto a possíveis lesões” e vincou que as “equipas com um modelo de jogo de construção” são mais “prejudicadas”, mesmo avisando que a relva não “pode servir de desculpa” para um menor rendimento do seu conjunto.

João Henriques considerou assim que o Estádio Nacional beneficia a “equipa que estiver na frente do marcador”, permitindo-lhe ser “mais pragmática”, perante um adversário obrigado a “ir atrás do resultado”, tal como aconteceu com o Sporting de Braga, que perdeu por 2-0, na nona jornada, e o FC Porto, que empatou 0-0, na ronda anterior.

O Belenenses SAD, lembrou João Henriques, foi uma “equipa mais retraída” frente a esses dois adversários, mas contra o Paços de Ferreira, num duelo da 13ª jornada em que perdeu por 2-0, tentou “ter um jogo mais elaborado no meio-campo”, sem sucesso, perante um opositor que “aproveitou o que o jogo lhe deu”.

Os vitorianos vão reencontrar que conseguiu o único triunfo fora de casa na primeira jornada, no Estádio D. Afonso Henriques, em Guimarães (1-0), mas João Henriques considerou que a equipa treinada por Petit é mais forte em casa, sendo “difícil de ultrapassar” pela “organização e pela forma de estar em campo”.

Questionado sobre a gestão da utilização dos quatro extremos – Quaresma, Rochinha, Marcus Edwards e Rúben Lameiras -, o técnico adiantou que “todos são importantes”, e que as opções quanto à titularidade dependem das características dos atletas e também das do adversário.

“Os que nos derem mais garantias perante o adversário e o terreno de jogo vão jogar. Eles querem jogar os 90 minutos. Não querem jogar 70, nem 20. Isso é próprio da ambição deles. [Na relação com eles], é preciso colocar as ?cartas em cima da mesa’, de forma muito frontal”, disse.

Sexto classificado, com 30 pontos em 16 jogos, faltando-lhe ainda a receção ao Farense, em 17 de fevereiro, para completar a primeira volta, o Vitória vai encarar a segunda metade do campeonato “jogo a jogo”, com o objetivo de fazer outros 30 pontos ou “mais”, prometeu ainda João Henriques.

O Vitória SC, sexto classificado da I Liga, com 30 pontos, defronta o Belenenses SAD, 13.º, com 16, em partida da 18.ª jornada, na segunda-feira, a partir das 21:00, no Estádio Nacional, em Oeiras, com arbitragem de André Narciso, da associação de Setúbal.

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