Amares

Associação de Paralisia Cerebral de Braga em Amares pronta no início de maio

A direção da Associação de Paralisia Cerebral de Braga organizou uma visita guiada às obras das novas instalações da instituição, na freguesia de Carrazedo, em Amares. Problemas relacionados com uma conduta de água pública que foi preciso desviar e com a pandemia fizeram resvalar o prazo de conclusão para início de maio, inicialmente previsto para março.

No entanto, o presidente da direção, acompanhado pelo presidente da câmara de Amares, referiu que as portas só abrirão oficialmente a 01 de setembro. “Precisamos de rever o acordo com a Segurança Social, testar os equipamentos e se necessário corrigir alguns pormenores para termos tudo pronto no início do próximo ano letivo”.

Segundo Luís Gonçalves, a revisão do acordo fará com que a APCB passe, na valência de CAO, dos atuais 16 clientes para 30. “E mesmo assim, continuaremos com lista de espera”. Para além de um picadeiro, que já está a funcionar, a obra avaliada em 4,3 milhões de euros, “dinheiro próprio da instituição e de um crédito bancário”, irá ter um Lar Residencial.

“Serão 30 camas para clientes com paralisia cerebral e afins e o teste informal para percebermos a adesão superou as nossas expetativas”, acrescentou Luís Gonçalves. Para já, o Lar ainda não tem data de abertura porque, mais uma vez, “está dependente dos acordos com a Segurança Social.

As novas instalações irão permitir que a associação também se possa abrir à comunidade, por exemplo, utilizando o anfiteatro ou o picadeiro, e dar “mais e melhores condições aos 900 atendimentos por mês que fazemos atualmente em Braga”. Abrangendo nove concelhos do distrito de Braga, a APCB é a única que presta serviços vocacionados para a paralisia cerebral.

O presidente da autarquia agradeceu a decisão da direção em mudar-se para Amares. “É uma instituição que vem dignificar o concelho e o distrito”. Manuel Moreira não quis deixar passar em branco, “o empenho e determinação de José Luís Alves, anterior presidente da direção, que tudo fez para que a APCB tivesse um espaço mais digno”, manifestando “todo o apoio, no que for preciso, para que os clientes que para aqui venham sejam felizes”.

 

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