A cerimónia evocativa do centenário do PCP registou uma grande adesão em Braga, este sábado, com críticas aos partidos de direita e aos liberais, bem como ao Partido Socialista.
Belmiro Magalhães, membro da Comissão Politica do Comité Central e responsável pela Organização Regional de Braga, alertou, na Arcada, para “as manobras do CDS, do PSD, do IL e do Chega que, sedentos de poder, tudo fazem para degradar a situação sem apresentar projetos alternativos”, criticando igualmente o Governo do Partido Socialista, pois “segue com políticas de direita que já vigoravam”.

Braga, Guimarães, Fafe, Famalicão e Esposende foram os concelhos do distrito de Braga onde o Partido Comunista Português assinalou durante este sábado o seu 100º aniversário, “não só para comemorarmos esta data, mas também para projetar o enorme e importante património de história e de 100 anos de luta que o Partido Comunista Português já leva e uma parte importante dos quais, já 48 anos, foram passados depois da ditadura fascista”.
Belmiro Magalhães salientou que o papel desempenhado pelo PCP “na instauração da democracia e na defesa das conquistas de Abril”, segundo o qual é uma “batalha que ainda hoje persiste”, como “os problemas da atualidade que se têm vindo a agravar, e a epidemia tem servido de causa mas também de pretexto para agravamento”, pelo que o PCP “afirma do ponto de vista ideológico um conjunto de valores que temos, os ideais da liberdade, justiça e democracia, socialismo e comunismo, pois que é o nosso projeto de sociedade, e sobre os desafios internos de organização, tendo o PCP 100 anos de história, mas mesmo assim muito jovem, com ideal atraente, repleto de atualidade, um partido cheio de futuro”.
