Amares

“A fome não pode ser arma de arremesso político” diz vereadora da câmara de Amares

As declarações públicas de um elemento da Assembleia Municipal sobre alegados casos de fome em Amares dominaram a reunião de câmara. A vereadora da Ação Social não gostou de ouvir e de ler que “há pessoas a morrer à fome em Amares” e lembrou que “esta é uma responsabilidade de todos”.

Segundo Cidália Abreu, “a Arca dos Sonhos existe para responder a todas as situações comprovadas e ninguém fica de fora. Por isso, quem conhecer famílias em situações vulneráveis tem a obrigação de as encaminhar seja através de quem entidade for”. Para a vereadora, “é grave ter conhecimento e não informar”.

Mas Cidália Abreu chamou a atenção para a necessidade de articulação. “Não podemos ter pessoas a usufruir de três cabazes e depois faltar para quem precisa”, por isso, “as instituições não podem agir sozinhas, é preciso que se articulem com a câmara e a Arca dos Sonhos e nós damos resposta a todos”.

O vereador do PS não quis deixar de dar a sua opinião. Para Pedro Costa “morrer à fome é uma expressão excessiva, mas que se passa fome é um facto”. Pedindo que a Arca dos Sonhos clarifique os critérios aproveitou para dizer que “discorda com a gestão da Arca dos Sonhos”, ainda que concordando que “a sobreposição de respostas não deveria acontecer”.

Para o vereador Pedro Costa, “a Rede Social do concelho já viu melhores dias e está a passar pela sua pior fase até pela situação em que vivemos”.

Segundo Cidália Abreu, “os critérios foram revistos e são transparentes. A debilidade social não é uma questão fácil, é preciso ser tratada com discrição e, é por isso, que precisamos de todos para que ninguém fique sem apoios. Há famílias que têm vergonha em dizer que estão a passar por dificuldades”.

Isidro Araújo
Também o Vice-presidente, Isidro Araújo, sentiu necessidade de clarificar uma intervenção na última Assembleia Municipal. “Apesar de ter sido eleito pelo partido que represento, é uma pessoa que está de passagem para outro palco. Não acho que seja legítimo usar essas situações para fazer política. Todos temos os telefones de todos, não é preciso ir para os jornais fazer-se um número”.

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