Manuel Moreira destaca o papel fundamental das instituições do concelho e o enorme sentido cívico da população de Amares no mês em que se assinala um ano desde os primeiros casos de COVID-19
“Temos vivido dias difíceis, mas é em conjunto que conseguimos dar respostas aos desafios e enfrentar este inimigo que entrou nas nossas vidas alterando, completamente, as nossas rotinas, relações pessoais e profissionais, e até a nossa visão sobre o mundo”. É desta forma que o Presidente do Município de Amares, Manuel Moreira, se refere à pandemia provocada pela COVID-19 que, há aproximadamente um ano, exige um imenso esforço coletivo mas, sobretudo, individual, fundamental para travar a propagação do vírus.
Desde o início da pandemia o Município de Amares colocou, imediatamente, em marcha o Plano de Contingência – Prevenção e Controlo de infeção COVID-19 – adotando medidas com o intuito de proteger os cidadãos amarenses face a esta situação e minimizar os impactos desta pandemia no que diz respeito à saúde e ao nível económico e social.
Manuel Moreira explica que o primeiro passo no combate à propagação da pandemia foi criar uma comissão interna para acompanhamento e definição de medidas que viessem a revelar-se necessárias, assim como criar pontos de articulação com as entidades locais responsáveis por intervir no âmbito da problemática.
Desfasamento de horários, teletrabalho, obrigação de desinfeção das mãos, alteração das formas de acesso aos serviços do município, bem como a criação de áreas de isolamento para situações suspeitas, são hoje condições normais que há um ano atrás se implementaram com desconfiança.
Instituições do Concelho assumiram papel fundamental
A articulação permanente com entidades locais responsáveis por intervir no âmbito da pandemia COVID-19, nomeadamente o ACES-Geres Cabreira, Saúde Pública, GNR, Presidentes de Junta, Cruz Vermelha e Bombeiros Voluntários tem sido uma constante e uma mais-valia para o trabalho desenvolvido. “Fomos capazes de trabalhar em conjunto, cada um dentro das suas áreas de ação, sabendo que, de facto, o objetivo final é o mesmo. Temos instituições com um enorme sentido de entrega às causas, e num momento como este isso tem sido notório e essencial”, sublinha o edil.
Entre as medidas promovidas pelo Município para apoiar as instituições do concelho, conta-se a distribuição de equipamentos de proteção individual pelas IPSS’s, Lares, Bombeiros, GNR e Cruz Vermelha e a atribuição de um subsídio extraordinário à Delegação da Cruz Vermelha e aos Bombeiros Voluntários. No primeiro estado de emergência, a câmara preparou e serviu uma média de 70 refeições diariamente aos profissionais da linha da frente de combate. Mais recentemente, o executivo deliberou a aplicação de isenção de tarifas dos sistemas de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e de resíduos urbanos às IPSS para minimizar os impactos económicos da crise provocada pela pandemia.
Apoios às famílias amarenses
A isenção de 5m3 por mês no abastecimento de água a todos os consumidores do Município de Amares durante o primeiro estado de emergência foi uma medida imediata suportada na necessidade de mais consumos, na sequência da importância da higienização. A isenção excecional do pagamento dos serviços de água, saneamento e lixo aos consumidores em situação de desemprego ou carência económica comprovada em virtude da pandemia foi outra das medidas acionadas pelo município para ajudar a ultrapassar as dificuldades.
Reforço na área Social
Para além das preocupações com a saúde e a propagação do vírus, a crise económica que afeta as famílias levou à implementação de diversas medidas excecionais na área social, como o reforço do projeto “Arca dos Sonhos”, o banco de recursos do Município de Amares, que teve um crescimento significativo de cabazes alimentares distribuídos. A articulação com as Juntas de Freguesia é apontada como essencial para identificar e apoiar pessoas/idosos e famílias mais desprotegidos.
Medidas implementadas ao nível da Educação e Saúde
Ao nível da educação, o Município assegurou Internet para as famílias identificadas pelo Agrupamento de Escolas de Amares para fazer face à nova realidade do processo de ensino e aprendizagem.
A Instalação do Centro de Acolhimento Temporário destinado a casos confirmados COVID-19 do Concelho, a disponibilização de quartos para isolamento profilático de pessoas com COVID-19, o apoio logístico ao Centro de Saúde para criação rastreio aos utentes potencialmente infetados com COVID-19, a disponibilização de um centro móvel de rastreio COVID -19, na primeira fase da pandemia, em articulação com ARS Norte para fazer face às dificuldades de testagem encontradas, a disponibilização de viatura para apoiar a Unidade de Saúde em consultas ao domicílio foram medidas colocadas no terreno.
A disponibilização de uma linha de apoio psicológico e de uma linha telefónica de apoio à população amarense em isolamento e/ou em situação vulnerável foi outra das realidades.
Mais recentemente, a Câmara disponibilizou apoio logístico ao ACES Gerês Cabreira, ultimando todos os preparativos para a primeira fase de vacinação contra a COVID – 19, à população do concelho. A Autarquia procedeu à montagem de uma tenda junto ao Centro de Saúde, estrutura onde passaram a ser administradas as respetivas vacinas e que representa um investimento superior a 12 mil euros.
Pessoas acamadas vão ser vacinadas em casa
As pessoas do concelho de Amares que se encontram acamadas vão ser vacinadas nas suas próprias casas contra a COVID-19, evitando deslocações até ao Centro de Saúde. “A Câmara chegou a um acordo com uma médica que vai assegurar esse serviço nas suas horas vagas e que será paga pelo Município de Amares. Essa médica e o enfermeiro destacado pelo Centro de Saúde vão deslocar-se à casa das pessoas para proceder à respetiva vacinação.
Apesar de não haver, ainda, uma previsão do número de pessoas abrangidas por esta medida, Manuel Moreira disse tratar-se de uma decisão “muito humana” e que, nesta altura, “o mais importante são as pessoas”. “Isto vai facilitar o processo de vacinação e evitar o transtorno das deslocações destas pessoas que se encontram em situação vulnerável”, sublinhou o autarca.
Apoios às Atividades Económicas
A criação de uma plataforma digital de venda online de cabazes de produtos agrícolas locais “Sabores da nossa Terra”, lançada pelo Município de Amares para ajudar os produtores locais a escoarem os seus produtores e, simultaneamente, permitir aos consumidores adquirirem cabazes de produtos agrícolas e hortícolas, limitando o contacto social, revelou-se uma medida de sucesso na primeira fase da pandemia.
Outra das medidas de apoio à retoma económica passou pela isenção das taxas de ocupação da feira semanal e lojas do mercado municipal, ocupação de espaços públicos – esplanadas e rendas devidas pelos estabelecimentos comerciais instalados em edifícios/espaços municipais que se encontraram encerrados por força do estado da pandemia.
As medidas excecionais de isenção de tarifas dos sistemas de abastecimento de água, saneamento de águas residuais e de resíduos urbanos aos consumidores não-domésticos comércio, serviços e restauração abrangem: a isenção total da fatura da água, lixo e saneamento a todos os restaurantes e similares (cafés, pastelarias), a isenção total da fatura da água, lixo e saneamento a todas as lojas de pequeno comércio (até 200m2) e pequenos negócios com porta para a rua.
Numa altura em que o concelho regista 7 casos ativos, Manuel Moreira, Presidente do Município de Amares, destaca que aquilo que mais o preocupa “são as pessoas, sobretudo as mais desprotegidas”. O autarca não esquece, ainda, as consequências económicas e sociais desta pandemia, destacando a importância da resiliência dos empresários de Amares, encarando com “esperança” o futuro, na certeza que superar os efeitos económicos e sociais da pandemia implicará “um enorme esforço e perseverança por parte de todos”.
