Arqueólogos descobriram, na Polónia, os últimos três esqueletos das sete freiras que foram assassinadas por soldados soviéticos no final da II Guerra Mundial.
Em 1944, quando a Alemanha nazi retirou os seus soldados, o Exército Vermelho russo invadiu a Polónia e procurou ganhar o controlo do território através da força e da repressão, prendendo, deportando e matando soldados, clérigos e civis.
Registos de 1945 mostravam que os soldados soviéticos tinham assassinado sete freiras da ordem da Santa Catarina de Alexandria, por isso, escreve o site Live Science, esta recente descoberta conclui uma busca de vários meses pelos restos mortais destas mulheres.
Para descobrir onde foram enterradas, uma equipa de arqueólogos começou por escavar um local em Gdansk, em julho do ano passado, onde encontrou os restos mortais da Irmã Charytyna (Jadwiga Fahl), conta o comunicado do Instituto da Memória Nacional polaco (IPN).
Em outubro, uma outra escavação em Olsztyn revelou o que se acredita serem os restos mortais da Irmã Generosa (Maria Bolz), Irmã Krzysztofora (Marta Klomfass) e Irmã Libéria (Maria Domnik), todas enfermeiras do Hospital St. Mary desta cidade.
Para encontrar as outras três freiras, os arqueólogos escavaram, em dezembro, um local no cemitério municipal em Orneta, tendo de exumar primeiro as sepulturas mais recentes que estavam por cima dos túmulos.
A equipa acredita que os restos mortais encontrados pertencem às últimas três freiras do grupo – Irmã Rolanda (Maria Abraham), Irmã Gunhilda (Dorota Steffen) e Irmã Bona (Anna Pestka) –, não só pela idade e sexo revelados pelos ossos, como também pela presença de vários objetos religiosos.
À medida que o Exército Vermelho avançava no território polaco, as freiras foram tratadas “com especial crueldade”, recorda este instituto. O rosto da Irmã Rolanda, por exemplo, “estava mutilado, inchado e irreconhecível” e a Irmã Gunhilda foi baleada três vezes.
No caso da Irmã Krzysztofora, que já tinha sido encontrada antes, o IPN relata que morreu depois de “uma longa luta com um soldado” e que, no momento da sua morte, os seus olhos foram arrancados, a sua língua cortada e foi esfaqueada 16 vezes com uma baioneta.
De acordo com o mesmo site, o Instituto de Medicina Legal de Gdansk está agora a fazer a análise do ADN dos sete esqueletos para confirmar as identidades. Enquanto isso, a Igreja Católica polaca prepara-se para beatificar estas sete mulheres.
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