Vila Verde

Ecovia Homem-Cávado ‘ganha’ 11 quilómetros em Vila Verde

A construção de onze quilómetros da Ecovia Homem-Cávado no concelho de Vila Verde começa a ganhar forma, a partir de hoje. A ecovia que liga o mar em Esposende à serra em Terras de Bouro, é um projeto de 75 quilómetros que abrange os seis municípios da CIM- Cávado. Na praia do Mirante, em Soutelo, foi lançada a primeira pedra do percurso que irá passar no território vilaverdense.

No total, a ecovia em Vila Verde terá 16 quilómetros entre Cabanelas e a Loureira e a sua concretização será dividida em três fases. A primeira fase, hoje lançada, compreende o troço entre Porto Carreiro e a praia do Mirante e ainda uma ponte pedonal e ciclável de ligação a Amares, num total de seis quilómetros.

A obra com a ponte, projeto e expropriações ascende a 1,3 milhões de euros e deverá estar pronta nos próximos três meses. A obra conta com apoios no âmbito do Prover e do 20/20.

A cerimónia que contou com a presença do presidente da CCDRN, António Cunha, e dos presidentes de câmara de Amares, Terras de Bouro e Vila Verde, realizou-se, simbolicamente, a meio do percurso, na Praia do Mirante.

O autarca vilaverdense explicou aos jornalistas que, “a segunda fase entre a praia do Mirante e a Praia do Faial já está adjudicada e vai arrancar breve”. Uma terceira fase irá ligar o Faial a Gaião, em Cabanelas: “já temos o projeto de execução aprovado estamos agora à espera de uma linha de financiamento para avançar”. O custo estimado são 800 mil euros.

Mais atrasada está a ligação entre a Praia do Mirante e a Ponte Nova, na Loureira, que depois irá entroncar na ciclovia já em funcionamento no centro de Vila Verde. António Vilela explicou que o projeto base já está praticamente pronto: “estamos a acertar pormenores, para depois avançarmos para o projeto definitivo e esperar por uma linha de financiamento”.

Amares e Terras de Bouro com realidades diferentes
Os autarcas de Amares e Terras de Bouro, também, fizeram o ponto de situação dos troços da Ecovia nos respetivos concelhos. Em Amares, os sete quilómetros previstos estão em fase de projeto e à procura de financiamento. Manuel Moreira explicou que o troço amarense prevê uma ligação a Braga através de uma ponte, na freguesia de Barreiros.

Este projeto está inserido num outro mais alargado em termos de mobilidade, que irá ligar as escolas do concelho e a zona fluvial da Ombra, uma obra reivindicada pelo autarca ao líder da CCDRN: “cumprimos com a nossa parte quando aderimos às Águas do Norte, desativando a ETAR da Ombra, agora esperamos que cumpram com a criação da zona fluvial que reclamamos desde 2015”.

O autarca que desabafou estar arrependido da adesão às ‘Águas do Norte’: “com o conhecimento que tenho hoje, não o teria feito”.

Em Terras de Bouro, o cenário é um pouco melhor. 1,4 quilómetros entre Moimenta e Gondoriz que incluiu uma travessia no Rio Homem estarão concluídos em maio. Segundo Manuel Tibo, fica a faltar depois a ligação de Moimenta a Souto. “Já tivemos uma candidatura com 400 mil euros, mas é insuficientemente pouco para a realizar”, tendo sensibilizada a Ministra da Coesão “para o reforço da verba”.

São cerca de quilómetros que terão um custo de 1,5 milhões de euros. “Ao contrário de Vila Verde, no nosso caso temos escarpas e terreno mais montanhoso e daí o preço”. O autarca revelou, ainda, que 80% dos terrenos por onde passa a ecovia até Souto já estão negociados.

Ecovia da coesão
Nos discursos que marcaram o lançamento da primeira pedra, António Vilela referiu-se à Ecovia como “a Ecovia da coesão não só económica, mas também de aproximação entre os seis Municípios”. O autarca lembrou que o projeto irá ligar os dois centros urbanos de Vila Verde e da Vila de Prado, criando uma “nova dinâmica no concelho. Temos dois rios com caraterísticas próprias, ambientes naturais de excelência e que poderão ser essenciais para o desenvolvimento económico do concelho”.

Ecovia Cávado-Homem custa 12 milhões
O presidente da CCDRN saudou o “projeto ambicioso” dos seis municípios da CIM-Cávado: “é preciso ter uma ideia, uma visão, ter um bom plano e ir desenvolvendo consoante as disponibilidades financeiras”. Os 75 quilómetros custarão 12 milhões de euros e para António Cunha serão “importantes para o reforço da atratividade turística e fixação de pessoas”.

A “qualidade do projeto” permite “valorizar os territórios criando, por um lado, vários espaços de fruição, de lazer e por outro, servir de acessibilidade para as pessoas destas freguesias”.

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