Estudo mostra que a aspirina pode ajudar o cérebro a “proteger-se” da poluição

Um novo estudo descobriu que homens mais velhos que tomam anti-inflamatórios, como a aspirina, podem estar protegidos de alguns dos efeitos a curto prazo da poluição atmosférica.

De acordo com o site Science Alert, a investigação foi conduzida entre quase mil homens da área metropolitana de Boston, nos Estados Unidos. Aqueles que tomavam anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) tiveram resultados significativamente mais altos em testes que mediam a memória, a concentração e a capacidade de seguir instruções.

“O nosso estudo indica que a exposição de curto prazo à poluição do ar pode estar relacionada com alterações também a curto prazo na função cognitiva, e que os AINEs podem modificar essa relação“, concluem os autores do estudo publicado, a 3 de maio, na revista científica Nature Aging.

A equipa acredita que isto pode estar relacionado com a forma como este fármaco reduz a inflamação no cérebro, que pode tornar-se crónica se a poluição atmosférica for má o suficiente.

Mas, como reforça o mesmo site, para já, trata-se apenas de uma hipótese. Ainda não se sabe ao certo quais são os impactos a curto prazo da poluição do ar nos nossos cérebros e a comunidade científica terá de conduzir outros ensaios clínicos para descobrir se os AINEs, como a aspirina, podem realmente moderar esses efeitos.

Os próprios cientistas destacam esse facto. “As nossas conclusões ainda não sugerem que todas as pessoas mais velhas devem tomar anti-inflamatórios, porque também são medicamentos com efeitos secundários que não podemos tomar de ânimo leve“, disse a cientista de saúde ambiental Andrea Baccarelli ao jornal britânico The Guardian.

ZAP //

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