Vitória SC questiona regresso do público: “Adeptos não são cobaias”

O Vitória SC emitiu, esta quinta-feira, um comunicado no qual questiona a decisão de permitir a entrada de público nos jogos da 34.ª e última jornada da I Liga.

Os vitorianos recordam que apenas oito dos 18 clubes poderão jogar perante a presença dos seus adeptos e não deixa de estranhar o timing do anúncio “depois de se verificar, em Portugal, a maior e mais desregrada concentração popular desde março de 2020”.

“Mas importa, acima de tudo, questionar se uma medida que permite a presença de adeptos de 8 dos 18 clubes competidores na Liga NOS não acarreta, e mais ainda na jornada que é decisiva para a classificação final, uma eventual desvirtuação da verdade desportiva, constituindo uma vantagem competitiva para os clubes que, em prejuízos dos restantes, vão contar com um fator de vantagem adicional no momento definitivo do campeonato, como de resto já aconteceu, no passado, com um dos competidores da Liga NOS”, pode ler-se no comunicado do Vitória SC, intitulado de ‘Adeptos não são cobaias’, que prossegue.

“Não se afigurando plausível que as entidades desportivas não tenham previsto uma questão tão determinante quanto esta, torna-se no mínimo lícito que se interrogue se esta inesperada reabertura – que aliás vai em sentido contrário ao que já tinha sido expressamente determinado pelo Primeiro-Ministro – se enquadra não como um prémio e um reconhecimento para com os clubes e os adeptos do futebol em Portugal, mas antes como um teste para viabilizar a presença de público na final da Liga dos Campeões, como é da vontade da UEFA e de todas as entidades co-organizadoras desse importante e prestigiante evento, ou até na final da Taça de Portugal”, apontam os vitorianos.

O Vitória SC lembra, ainda que não será “cobaia” desta experiência, uma vez que a receção ao Benfica será realizada à porta fechada por conta do castigo relativo ao caso Marega.

“Por se encontrarem a cumprir suspensão de um castigo do qual recorreu, o Vitória Sport Clube e os seus adeptos não serão cobaias da experiência, ainda que façam votos de que ela corra da melhor forma, sem prejuízo da verdade desportiva e com reais benefícios para que num futuro próximo se possa verificar um regresso efetivo dos adeptos, em números mais condizentes com a procura que é característica da nossa cidade e do nosso estádio e que de forma alguma o Vitória conseguirá satisfazer com a lotação reduzida a 10 por cento da capacidade do D. Afonso Henriques”, conclui o emblema da cidade de Guimarães.

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