À semelhança dos últimos anos e também para compreender o impacto do momento de crise sanitária que atravessamos, o Observador Cetelem voltou a inquirir os portugueses sobre as suas intenções de férias de verão.
A pouco mais de um mês do início do verão e apesar de Portugal se encontrar em fase de desconfinamento, apenas 23% revelam já ter planos para as férias e uma grande quantidade de inquiridos (47%) ainda não sabe como estas serão, o que não significa que não irão de férias durante este período.
Recorde-se que em maio de 2020, num dos picos da pandemia, este valor era de 26%, sendo que 37% também não sabiam ainda quais seriam os seus planos. Em fevereiro do ano passado – quando ainda não havia casos de Covid-19 em Portugal, mas já se falava dessa possibilidade – já se verificava uma contração, com 46% a ter intenção de férias, sendo que 40% ainda não sabiam. Valores inferiores aos de 2019, quando eram 71% os que revelavam intenções de ir de férias durante este período.
Os inquiridos do distrito de Beja são os que manifestam maior intenção de ir de férias no verão (94%), seguindo-se o distrito de Guarda (56%), Braga e Castelo Branco (ambos 48%). Apenas 20% dos inquiridos residentes no distrito de Lisboa manifestam já ter planos. No Porto esta percentagem é das mais baixas (6%), menor só em Santarém (4%).
Adicionalmente, fazendo uma caracterização sociodemográfica, verifica-se uma maior intenção de fazer férias no verão junto dos que têm 25 a 34 anos, entre os residentes a Norte (excluindo o distrito do Porto), os que trabalham por conta de outrem e os que consideram a sua situação económica boa.
Relativamente ao tipo de destino preferido para férias, os dados revelam-nos que a praia se mantém como destino de eleição (62%) dos portugueses. Ainda assim, verifica-se uma tendência crescente para ir de férias para o campo (22% vs. 17% em fevereiro de 2020), enquanto ir de férias para a cidade vem perdendo força (25% vs. 33% em fevereiro de 2020).
