Vila Verde

Presidentes da Junta do Vade e da Câmara de Vila Verde insistem na Nacional 101 junto da Ministra da Coesão

O dia era de festa mas…nem o presidente da junta do Vade nem o presidente da autarquia deixaram de assinalar, na passagem da Ministra da Coesão pelo território, a necessidade de uma nova acessibilidade à zona Norte do concelho.

O presidente da junta não calou a sua voz perante Ana Abrunhosa: “está previsto que a infraestruturas de Portugal vai gastar mais de 6,3 milhões de euros na estrada, ao longo de todo o concelho de Vila Verde, mas só para renovar o piso e pouco mais. Para nós, é um desperdício de dinheiro público”, acrescentando que “faz falta renovar o piso da estrada, é certo, mas isso não nos via trazer mais valia alguma”.

Para Carlos Cação, “vamos continuar enredados nesta silhueta pela estrada acima. Já demos vários contributos para superar este problema, com propostas para corrigir e melhorar este traçado, através de intervenções que a IP reconhece como razoáveis, boas, acessíveis e até fáceis de concretizar, mas nada”.

O presidente da junta foi mais longe: “o Estado vai gastar milhões num território de baixa densidade, mas infelizmente não vai promover a coesão do território. É uma incompetência de serviço público”.
À ministra, Carlos Cação lembrou que “nem se pode dizer que o investimento na correção do traçado da EN 101 não é uma prioridade. Tem que ser uma prioridade”.

O presidente da Junta deixou, ainda, uma garantia: “nós aqui, no Vade, vamos continuar a lutar. Vamos continuar a lutar pelas nossas terras, pelas nossas gentes, pelas nossas crianças e jovens, pelos idosos, pelos trabalhadores e pelas pessoas que possam passar por dificuldades e que precisem da nossa ajuda”.

António Vilela, também, voltou a pedir à Ministra que não se esqueça da Variante de Vila Verde que não está no PRR. Aliás, sobre o documento, o presidente da câmara referiu “não encontrar nada que sirva a Vila Verde”. Pediu, ainda, que os Municípios de baixa densidade possam ter acesso aos fundos para intervenções em áreas como o saneamento. Também as limitações atuais do PDM foram apontadas pelo autarca: “temos projetos de turismo rural que não podem ser executados por causa do PDM”.

A Ministra trouxe a lição de casa bem estudada. Vila Verde já recebeu 14 milhões de euros, 11 milhões dos quais em fundos europeus e as empresas do concelho 34 milhões, 17 milhões em fundos. Para Ana Abrunhosa é necessário “aproveitar até ao último cêntimo” o dinheiro da bazuca e revelou que as “juntas de freguesias podem vir a ser beneficiadas, diretamente, com fundos comunitários podendo apresentar projetos próprios”.

Deixe um comentário