Assembleia Municipal de Amares aprova contas do Município com oito votos contra

A Assembleia Municipal de Amares ficou marcada pela discussão à volta do plano e orçamento da câmara. Os deputados do PS e um do Movimento Independente votaram contra o documento que havia sido defendido pelo presidente do Município.

Manuel Moreira realçou “os resultados francamente positivos e favoráveis” que “refletem o rigor da gestão municipal”. Segundo o autarca, a execução da despesa e da receita rondou os 98% e o montante atual da dívida, 3 milhões e 800 mil euros “é o mais baixo dos últimos 10 anos”.

O presidente da câmara apontou, ainda, em termos de obras, a requalificação da Praça do Comércio, a criação do centro de bem-estar animal, a rede de saneamento e a rede viária como ‘marcos’ do último ano. Aspetos que o deputado do PSD, Martinho Braga, haveria de reforçar.

Coube a Mónica Silva do PS apresentar “a outra face da moeda: as receitas correntes aumentaram 1% e as despesas 3% e tal facto é perigoso”. Segundo a deputada, a autarquia arrecadou 500 mil euros em água, 364 mil em saneamento e 200 mil no lixo, mas “os serviços continuam a ter fraca qualidade”.

Monica Silva lembrou que no PPI estão elencados 318 projetos e só 43 % tiveram movimento de dinheiro, o que corresponde a 13%. “É um PPI eleitoralista e não um documento que sirva os interesses das freguesias”. Resumindo, a deputada do PS caraterizou 2020 como: “gestão pobre, sem estratégia, desequilibrada; com serviços fundamentais pobres. Foram dois mandatos de oportunidades perdidas; não há água, vias estruturantes, não há praia fluvial nem atração de grandes investidores”.

José Antunes do Movimento Independente apresentou uma declaração de voto para justificar o seu voto contra. Para além de “não se rever na gestão municipal”, o deputado apontou a dificuldade de analisar 373 páginas do documento e a falta de explicação para o adiamento da discussão e da votação para agora como fatores para o seu sentido de voto.

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