Pastoral penitenciária debate voluntariado em tempo de pandemia

A recuperação do tempo perdido devido à pandemia de covid-19, que impediu durante meses o seu trabalho nas cadeias portuguesas, deve marcar o XVI Encontro Nacional de Colaboradores e Voluntários Prisionais, que se realiza virtualmente no próximo sábado.

Inicialmente previsto para Fátima, e com um programa que ocuparia todo o dia, o encontro foi agora agendado para a plataforma Zoom e o programa reduzido para a manhã de sábado, devido à “evolução da situação de pandemia”, informou hoje a Coordenação Nacional da Pastoral Penitenciária, departamento da Igreja Católica.

Além da apresentação da equipa de coordenação da Pastoral Penitenciária, liderada pelo padre José Luís Gonçalves Costa — que substituiu recentemente o padre João Gonçalves, que morreu em dezembro de 2020 -, o programa contempla intervenções de Sónia Rosendo, da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais, Rita Valadas, da Cáritas Portuguesa, e do bispo auxiliar de Lisboa Joaquim Mendes, da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana.

O padre José Luís Costa, capelão no Estabelecimento Prisional de Caxias e no Hospital Prisional de São João de Deus, defendeu, em entrevista à agência Ecclesia e à Rádio Renascença, que um padre “faz diferença numa prisão” e que “a presença da Igreja, a presença de realidades associativas naquela comunidade permite atenuar alguns processos desumanizantes”.

Face às limitações impostas pela pandemia, que durante meses impediu o trabalho presencial de voluntários junto da comunidade prisional, o coordenador da Pastoral Penitenciária reconheceu que “a realidade da Pastoral Penitenciária não pode viver só de uma entrega genuína, por parte dos voluntários”, necessitando também de “formação específica”, até tendo em conta que a situação sanitária pode levar a uma modificação na forma de prestar assistência espiritual nas cadeias.

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