O projeto ‘Cuidar de Quem Cuida’ desenvolvido pelo pelouro da Ação Social da Câmara de Vila Verde ganhou o selo de mérito atribuído pelo ‘Movimento Cuidar dos Cuidadores Informais’. 24 autarquias nacionais, entre elas Esposende, Famalicão e Vila Verde, foram reconhecidas pelo cumprimento dos critérios definidos pelo projeto e, assim, vão receber um selo de mérito.
Ao todo, a primeira edição da rede de autarquias que ‘Cuidam dos Cuidadores Informais’ (RACCI) recebeu 50 candidaturas. Esta iniciativa pretende reconhecer os municípios e freguesias do território nacional português com as melhores práticas e as medidas de apoio em benefício dos cuidadores informais.
Destas, foram reconhecidas 24 que se destacaram de acordo com os representantes das associações que compõem o movimento e que as avaliaram. Segundo a avaliação, estas autarquias locais implementaram iniciativas que dão resposta às necessidades por satisfazer dos cuidadores informais.
Necessidades que de acordo com o inquérito feito pelo Movimento vão desde a falta de apoio emocional/psicológico (64,6%), apoios relacionados com o Estado (59,1%), apoios financeiros (51,8%) até à necessidade de receber formação específica (42,1%).
Vila Verde foi, assim, premiada com o projeto ‘Cuidar de Quem Cuida’. Projeto para cuidadores informais que já está no terreno. Em 2019, foi feita a capacitação de técnicos para adquirem competências na transmissão de conhecimento. “Não é um projeto nosso, é protocolado com a CATIIS, e é financiado. A CATTIS tem o financiamento, contactam concelhos interessados em criar este projeto, dão-nos o conhecimento e toda a informação e depois vão se embora e nós ficamos responsáveis pelo projeto”.
Em Vila Verde, “fizemos uma coisa diferente porque apostamos numa coordenação bicéfala entre a câmara e o ACES. Para nós, não fazia sentido pensar num projeto em que não tivéssemos a saúde porque seria impossível fazer alguma coisa”.
Ainda segundo Alexandrina Cerqueira, Vila Verde também fez outra coisa diferente: “noutros municípios criou-se um gabinete de apoio ao cuidador informal, nós aqui criamos aquilo a que chamamos RAC (rede de apoio ao cuidador informal)”.
