1ª edição do festival ‘Iris’ em Terras de Bouro foi ‘um enorme sucesso’ segundo a organização

A primeira edição do IRIS – Festival de Imagem do Gerês, evento que contou com o apoio do Município de Terras de Bouro realizou-se no auditório do Centro de Animação Termal do Gerês que se encheu para ouvir nove palestras de fotógrafos/videografos portugueses em quatro sessões temáticas.

No painel “Paisagens do Mundo”, Gonçalo Duarte Pacheco numa palestra com o título “Ártico l 78º 13´N15ª392”, abordou a sua viagem por países que coabitam em torno do Círculo Polar Ártico, da qual resultou o livro “Weightless – Tracing Landmarks”. De seguida, Fábio Dilima apresentou o trabalho desenvolvido pelo mundo, na área da fotografia de paisagem e vida selvagem, utilizando-a como um meio de consciencialização para a preservação da natureza.

Ao Parque Nacional da Peneda-Gerês foram dedicadas três apresentações com diferentes abordagens e olhares sobre o PNPG.

O Lobo Ibérico no PNPG foi uma das apresentações a cargo de Carlos Pontes, um estudioso com um trabalho de referência sobre esta espécie. De seguida, Tânia Araújo, falou sobre a sua experiência na (Re)descoberta do PNPG com enfoque na fauna e na flora desta região. A terminar, a intervenção do Mário Cunha, que falou sobre a sua paixão pelo Gerês e no trabalho fotográfico que daí tem resultado.

O segundo dia iniciou-se com um passeio fotográfico, patrocinado pela Olympus, na Mata da Albergaria, a que se seguiu o regresso ao auditório para ouvir os oradores dos restantes painéis.

O painel Vídeo de Natureza contou com a participação do Pedro Rego – Do Ártico à Antártida – Histórias de biodiversidade e do Paulo Ferreira – O Vídeo da divulgação e promoção da natureza, que nos contaram as suas experiências registadas em vídeo de uma forma arrebatadora.

Finalmente, o último painel foi sobre a temática “Projetos Fotográficos” e contou com a presença de dois dos mais conceituados fotógrafos de natureza portugueses: Luís Afonso e Jacinto Policarpo. O primeiro, com uma apresentação denominada “Projetos Fotográficos: Uma Questão de Porquês”, abordou o conceito de projetos e como estes diferem dos registos isolados ou das coleções de forma que possamos juntar às fotografias de ocasião um registo pensado de narrativa pessoal. Finalmente, Jacinto Policarpo apresentou-se o seu projeto relacionado com a Costa Vicentina.

Terminadas as palestras, foram anunciadas as imagens vencedoras do concurso fotográfico, promovido no âmbito deste festival. Foram mais 1600 fotografias nas três categorias: PNPG; Fotografia do Mundo e Portefólio, resultado de 327 participações.

A escolha coube a um júri internacional composto pelos fotógrafos, Alexandre Deschaumes (França); Dorin Bofan (Roménia) e Sven Zacek (Estónia) com prémios de valor monetário superiores a 2500 euros e fins de semana em estabelecimentos hoteleiros do concelho de Terras de Bouro. Os vencedores foram Marco Marque (Paisagens do Mundo); Ângelo Jesus (Portefólio) e Francisco Machado (PNPG).

“Pela reação dos oradores e público, este festival foi um enorme sucesso, pelo que se adivinham novas edições para, por um lado, divulgar as paisagens únicas desta região e sensibilizar, simultaneamente, para a necessidade de um comportamento responsável tão necessário à sua preservação e, por outro, como um encontro de partilha e divulgação do trabalho de todos aqueles que gostam de fotografia e videografia de natureza, contribuindo, também, para dinamizar a economia local”, refere a organização, em jeito de balanço.

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