Paraquedistas apoiam ONG para auxílio à população da República Centro-Africana

Os militares portugueses, da 9ª Força Nacional Destacada, maioritariamente composta por Paraquedistas, ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA), empenhados numa nova operação de paz em BOCARANGA, apoiaram, recentemente, diferentes Organizações Não Governamentais (ONG), que enfrentavam problemas de liberdade de movimentos devido à insegurança sentida na região, que as impedia de prestar auxílio à população local neste setor Oeste do país.

No âmbito dos esforços para avaliar a situação securitária na região de Bocaranga, e após contacto com as ONG “International Rescue Committe (IRC)”, “Médicins Sans Frontières (MSF)”, “World Food Program (WFP)”, e “United Nations Office for the Coordination of Humanitarians Affairs (OCHA)”, bem como com entidades governamentais locais, a Força de Reação Rápida Portuguesa iniciou a condução de patrulhas de segurança, ao longo dos eixos em direção às regiões de KOUI, MANN, BANG, NGOUNDAY e NDIM.

A avaliação da segurança feita pelos militares portugueses durante as patrulhas realizadas, permitiu que a IRC e a WFP iniciassem as suas ações de apoio à população de KOUI e, ao mesmo tempo, desenvolvessem o planeamento para as operações de apoio humanitário nas restantes regiões.

A OCHA, entidade primariamente responsável pelas questões humanitárias, partilhou que o contributo operacional da Força Portuguesa foi decisivo para moldar a decisão da Missão da ONU na República Centro-Africana, em autorizar a projeção de dez camiões de mantimentos da WFP, em apoio à população da região de BOCARANGA.

Paralelamente, dentro dos mesmos moldes de atuação, decorreu uma missão coordenada entre os MSF e a Força Portuguesa que, após a avaliação securitária efetuada, permitiu garantir o apoio sanitário desta ONG, no eixo compreendido entre as regiões de NDIM e NGOUNDAY.

A Força de Reação Rápida Portuguesa foi projetada para a região de BOCARANGA, no passado dia 17 de setembro, com o objetivo de garantir a proteção de civis, a liberdade de movimentos e criar condições para um ambiente estável e seguro, que permita uma melhoria das condições de vida da população.

Esta é a 9ª Força Destacada neste teatro de operações, sendo o atual contingente composto por 180 militares, maioritariamente do 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército Português, integrando ainda militares de outras unidades do Exército e Controladores Aéreos Avançados da Força Aérea.

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