Militares portugueses promovem ações humanitárias na República Centro-Africana

Os militares portugueses, da 9.ª Força Nacional Destacada, maioritariamente composta por Paraquedistas, ao serviço das Nações Unidas na República Centro-Africana (RCA), empenhados numa nova operação de paz em BOCARANGA, realizaram duas ações humanitárias, nas quais distribuíram roupa de criança, brinquedos, artigos escolares e artigos de saúde, numa escola e no hospital da região.

A primeira ação, no dia 7 de outubro, teve lugar na escola CLARITÉ, localizada num dos bairros mais deficitários da região, onde as comunidades Cristã e Muçulmana se refugiaram depois de um longo período de conflito e de instabilidade securitária, vivendo em condições bastante precárias. Nesta, a Força Portuguesa entregou roupas confecionadas artesanalmente pela Organização Não-Governamental Portuguesa “Dress a Girl”, e material escolar disponibilizado pelo “Basket Clube de Tomar”.

A 10 de outubro, numa segunda ação, foi doado e entregue pela Força Portuguesa ao Hospital de BOCARANGA, diverso material de saúde. Estas instalações de saúde, com condições bastante precárias, servem as regiões de BOCARANGA, KOUI e NGAOUNDAYE, sendo único garante da prestação de cuidados de saúde a uma das áreas mais martirizadas pelo conflito. Assim, esta singela ação, apoiou na mitigação das dificuldades sentidas pelos profissionais de saúde no cumprimento da sua missão para com a população.

Ambas as ações contaram com a presença do Perfeito da região de OUHAN PENDÉ, do Presidente de BOCARANGA e do Comandante da 9ª Força Nacional Destacada, que se fez acompanhar por uma representação da Força.

A Força de Reação Rápida Portuguesa foi projetada para a região de BOCARANGA, no passado dia 17 de setembro, com o objetivo de garantir a proteção de civis, a liberdade de movimentos e criar condições para um ambiente estável e seguro, que permita uma melhoria das condições de vida da população.

Esta é a 9.ª Força Destacada neste teatro de operações, sendo o atual contingente composto por 180 militares, maioritariamente do 1.º Batalhão de Infantaria Paraquedista do Exército Português, integrando ainda militares de outras unidades do Exército e Controladores Aéreos Avançados da Força Aérea.

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