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Livro de gastronomia lembra Chefe Silva, seis anos após a sua morte

Quis o destino que o último ato público do Vice-Presidente da Câmara de Amares e Vereador da Cultura, Isidro Araújo, fosse a apresentação pública de um livro do Chefe Silva, seis anos após a sua morte. Uma publicação da autoria da Confraria dos Gastrónomos da Região de Lafões que contou com a colaboração do município de Amares. A cerimónia decorreu no parque das Termas, em Caldelas, terra que viu nascer “o senhor gastronomia”.

Coube ao Vice-Presidente da Confraria, Carlos Almeida, apresentar a publicação que apelidou “de pequeno tesouro” que “guarda parte da alma insubstituível do Chefe Silva”. O livro é, também, uma homenagem à confraria, do qual foi fundador, e a Lafões onde passava grandes temporadas.

“É um livro da memória de um chefe humilde, empenhado, de um homem simples” com documentação escrita e fotografada pela direção da confraria que se deslocou de propósito a Amares para consultar muita documentação. São 70 receitas de pratos da região de Lafões, de Caldelas e de Amares e tem um capítulo especial dedicado às aves do campo.

“É um livro que deveria estar em todas as casas de Lafões, Caldelas e Amares” referiu Carlos Almeida. A segunda parte do livro é dedicada a depoimentos e entrevistas e uma terceira parte a poemas inspirados na gastronomia do Chefe Silva, alguns lidos na sessão de apresentação.

O presidente da União de Freguesias de Caldelas, Sequeiros e Paranhos lembrou o chefe Silva “como um dos nossos, do país e do Mundo” que “nunca deixou de amar a sua terra natal”. Para José Manuel Almeida é o “mais conhecido gastrónomo nacional, apelidado como ‘senhor gastronomia’”.

Carlos Alberto Oliveira, presidente da Assembleia de Freguesia e familiar do chefe, enalteceu “as suas virtudes, falava sempre de Caldelas e de Amares onde estivesse” e lembrou que o seu prato favorito é uma combinação incomum elaborada pelo Chefe Silva: “arroz de sardinhas com coentros”.

No seu último ato público enquanto Vereador, Isidro Araújo, recordou “a humildade, a proximidade, o elogiar tudo, o dizer que estava tudo bom”. Para o Vereador, “o Chefe Silva faz parte da memória coletiva do concelho”. Na despedida, agradeceu aos técnicos que com ele mais trabalharam diretamente com ele, e que curiosamente, estavam presentes na sessão.

A confraria fez, ainda, uma romagem ao cemitério onde depositou uma coroa de flores.

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