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Coletividades portuguesas consideram orçamento insuficiente

No dia 12 de julho, ainda no período prévio à apresentação da proposta de Orçamento do Estado para 2022, a Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) fez chegar ao primeiro-ministro um conjunto de propostas, em anexo, que valorizam o papel e a atividade do movimento associativo popular, uma realidade que abrange uma parte importante da população.

A organização que representa as 33 mil associações de todo o país leu o documento elaborado pelo Governo e não encontrou quaisquer verbas destinadas ao sector da Cultura, Recreio e Desporto Associativo.

Nem mesmo com o reforço da chamada bazuca financeira da UE houve a preocupação de ir ao encontro das necessidades das coletividades. Nesse sentido, a CPCCRD vai reencaminhar a proposta que o Governo ignorou para os grupos parlamentares com o objetivo de serem consideradas durante o debate do Orçamento do Estado na especialidade.

Entre as propostas, a CPCCRD destacou a importância de regularizar as relações de trabalho existentes e de criar mais emprego no associativismo através de um programa próprio. No âmbito da pasta da Cultura, propõe-se capacitar as entidades da Cultura Popular e Tradicional.

Outras das sugestões feitas referem a necessidade de apoios ao movimento associativo para as medidas de autoproteção contra incêndios, a isenção ou redução de alguns impostos no contexto da atividade associativa e apoios no âmbito do Ministério da Educação a entidades que promovam jogos tradicionais, assim como nas atividades recreativas e desportivas dentro do conceito “Desporto para TODOS”.

O apoio financeiro às atividades desportivas, no período pós-pandemia, por via das Federações Desportivas, é também uma das propostas entregues ao Governo.

A Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (CPCCRD) é entidade de utilidade pública desde 1978 e representa o Movimento Associativo Popular.

Com cerca de 38 estruturas descentralizadas por todo o país e mais de 4.300 filiadas, tem como missão o reconhecimento e a valorização do movimento associativo, nomeadamente através da apresentação e discussão de diplomas legais adequados e justos para as coletividades de cultura, recreio e desporto.

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