Vila Verde

Histórico do PS aproveita redes sociais para “lavar a honra dos socialistas de Vila Verde”

O histórico do PS de Vila Verde, Martinho Gonçalves, usou as redes sociais para analisar as eleições autárquicas e tecer críticas ao líder da distrital do PS. Martinho Gonçalves volta a dizer que “José Morais era o melhor candidato do partido” às recentes eleições autárquicas.

Começando por referir-se ao “mais fraco resultado desde o longínquo ano de 1993 e correspondente a metade dos votos obtidos na última eleição, em 2017”, o socialista acrescenta que “o PS não conseguiu ganhar qualquer eleição para Juntas das 33 freguesias do concelho.

O “resultado é catastrófico” e “enche de vergonha aquelas e aqueles que, com esforço e muitas dificuldades, tinham colocado o PS num patamar elevado, de combate com o PSD pela vitória eleitoral e não uma luta desprestigiosa com o Chega, para ser a segunda força eleitoral em Vila Verde”.

Martinho Gonçalves aponta, depois, rostos para a derrota, dizendo que o “principal responsável e aquele que mais contribuiu para que este resultado ocorresse em Vila Verde, foi seguramente o Presidente da Federação de Braga do PS, o Engº Joaquim Barreto, que é, de longa data, uma “persona non grata” dos socialistas de Vila Verde”, e acusa-o de “nunca foi um amigo de Vila Verde e dos socialistas desta terra, fazendo sempre guerra a quem dele discordasse e selecionando para lugares políticos aqueles que sempre lhe obedeceram cegamente”.

A não vinda de António Costa ao concelho tendo ido a outros com “muito menos de metade da população e que, juntos, têm menos de metade dos votos que o PS de Vila Verde tinha” é um dos exemplos apontados pelo histórico socialista contra Joaquim Barreto.

Os dirigentes nacionais responsáveis pelas eleições autárquicas e, em especial, Maria de Luz Rosinha e o Secretário-Geral Adjunto, José Luís Carneiro, “serão cumplicies desta desgraça eleitoral que se abateu sobre Vila Verde”.

José Morais “era o candidato mais forte”
Martinho Gonçalves aproveita para tecer loas a José Morais, “o candidato mais forte e que teria muitas probabilidades de discutir as eleições taco-a-taco com a candidata do PSD” e que “desde muito cedo” terá sido “sabotado pelo Engº Barreto, fazendo passar a ideia de que não teria a sua anuência e, mais grave, incitando os seus ‘homens de mão’ a dizê-lo junto dos militantes e da população e, ao mesmo tempo, a preparar e apoiar uma candidatura fraca e alternativa à do Vereador José Morais, para que este desistisse da sua própria candidatura”.

“Será normal que o Presidente da terceira maior Federação Distrital do PS nunca tenha falado com o Vereador principal do PS da sexta (em 15) maior Câmara do distrito de Braga, no sentido de saber se era da sua vontade se candidatar a uma eleição Autárquica e ter andado a conspirar com gente (fraca…) de Vila Verde, designadamente aqueles lhes são mais subservientes?!…”, questiona ainda.

Para Martinho Gonçalves e “tendo em conta a minha responsabilidade e o meu histórico no Partido Socialista de Vila Verde, entendi que deveria ‘lavar a honra’ dos seus militantes e simpatizantes, que nenhuma responsabilidade tiveram nesta lamentável eleição autárquica e que, certamente, têm fortes razões para estarem tristes e muito zangados com os seus dirigentes locais e distritais”.

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