“Revolta” com preço dos combustíveis leva a novas manifestações

Depois das manifestações de julho e de outubro, o movimento ‘Contra o preço dos combustíveis’ volta a sair à rua, no dia 13 de novembro, às 15 horas, em nove cidades portuguesas.

Os organizadores ligados à “revolta contra o preço dos combustíveis” solicitam, em comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso, “uma audiência com o Senhor Presidente da República, tendo em vista a criação de condições político-legais que garantam uma descida drástica do preço dos combustíveis, conforme tem sido reivindicado”, sublinhando que “60% do valor que pagamos por cada litro continua a dever-se à absurda carga fiscal portuguesa”.

Além disso, dizem ainda esperar “dos partidos políticos que se apresentem a eleições um compromisso sério e inequívoco nesta descida drástica” do preço dos combustíveis.

“Esta situação é insuportável e insustentável para um país que está entre os países da União Europeia com o salário médio mais baixo. É mesmo necessário ‘acabar com esta palhaçada’”, acrescentam.

À semelhança das manifestações anteriores, o protesto foi convocado através das redes sociais, particularmente no Facebook.

O ministro da Economia, Álvaro Siza Vieira, rejeitou, no dia 11 de outubro, a possibilidade de baixar impostos nos combustíveis fósseis para atenuar a subida de preços, argumentando que a estabilidade fiscal dá previsibilidade aos agentes económicos para a inevitável transição para energias mais sustentáveis.

Ainda assim, esta quarta-feira, dia 10 de novembro, entrou em vigor a medida que prevê o desconto de 10 cêntimos por litro nos combustíveis para “todos os portugueses”, até um máximo de 50 litros por mês, mediante registo na plataforma IVAucher.

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