Bracarences são dos que pagam menos pelos serviços ambientais

Braga é capital de distrito com a fatura dos serviços de água, saneamento e resíduos mais barata de Portugal continental, tendo como base o consumo médio de 15 m3/mês (180 m3 anuais) e a segunda mais barata tendo como base o consumo médio de 10 m3/mês (120 m3 anuais).

Os dados resultam de um estudo da DECO divulgado a 12 de janeiro, que comparou as faturas dos 308 concelhos portugueses.

O estudo revela ainda que em todas as áreas analisadas Braga encontra-se abaixo da média nacional, ressaltando o facto que a nível do serviço de resíduos, para além de ser o mais barato e de média nacional ser 105,91% mais alta, apresenta uma diferença a favor bracarenses de 21,62% para a segunda capital de distrito.

Assim, após Braga ter tido a água que é distribuída na sua rede pública distinguida pela Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) com a atribuição do Selo de Qualidade exemplar da água para consumo humano, tem também, segundo o referido estudo da DECO, das faturas mais baratas para o consumo médio de uma família.

A AGERE tem realizado ao longos dos últimos 8 anos inúmeros investimentos, com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus serviços em todas as áreas de atuação da empresa e assim garantir a excelência na qualidade da água que distribuí, o tratamento e manutenção das redes de águas residuais, a recolha eficaz de resíduos, a limpeza urbana, e os melhores cuidados com os animais que acolhe, num total de 45 milhões de euros no referido período.

Todos estes investimentos têm sido realizados sem qualquer repercussão no tarifário da empresa.

Aliás, em sentido inversos, os bracarenses, viram a sua fatura reduzida em 2,5% em dois anos consecutivos, e no ano de 2020 mais de 77 mil consumidores da AGERE viram igualmente a sua conta de resíduos urbanos baixar.

Para o ano de 2022 a AGERE também já comunicou que o seu tarifário se manterá inalterado, e continuará a ser essa a intenção da empresa para os próximos anos, “mesmo considerando mais investimentos de grande relevância, como o de 30 milhões de euros na construção da nova ETAR do Este ou o de 4 milhões para implementação da recolha seletiva de resíduos orgânicos, ambos a realizar até ao final de 2023”, refere o administrador, Rui Morais.

“Este estudo da DECO vem demonstrar a estratégia acertada que foi definida e desenvolvida pela empresa desde 2013, com otimização e utilização eficiente dos meios ao seu dispor, reduções de preços de compra, redução dos custos de financiamento, mas mais importante por reajustamentos/readaptações de processos e procedimentos internos, onde o papel de todos os trabalhadores tem uma preponderância acrescida e garantiu a eficácia pela qual foi considerada nos últimos três anos a melhor empresa pública do setor empresarial local de acordo com o anuário financeiro dos municípios portugueses”.

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