Marcelo Rebelo de Sousa, foi um dos convidados da primeira missa de D. José Cordeiro como arcebispo primaz de Braga, sublinhando o pedido de atenção aos pobres e aos jovens e o apelo à paz no Mundo feitos pelo prelado.
Nos comentários à primeira homilia do novo arcebispo primaz de Braga, Marcelo Rebelo de Sousa destacou “o apelo que D. José Cordeiro fez de atenção aos pobres, o apelo que ele fez de atenção aos jovens, aquilo que também teve de preocupação com a paz, a paz entre as pessoas e a paz no mundo”, considerando estas “mensagens muito actuais e muito importantes”.

Fotos: Luís Gonçalves / Foto Felicidade
Justificando a sua presença na primeira missa do novo arcebispo bracarense, Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que “não podia deixar de estar presente”, por Braga ser a diocese mais antiga de Portugal, que “teve uma influência decisiva no nascimento de Portugal”.
‘Parabéns’ substitui abraços
Sem a tradicional sessão de cumprimentos, devido às restrições impostas pela pandemia, a primeira missa de D.José Cordeiro na Sé Catedral de Braga encerrou com a oferta de um ramo de flores e um ‘parabéns’ a você’, momento improvisado pelo Deão do Cabido, o cónego José Paulo Abreu.
No início das cerimónias de ontem à tarde, que se prolongaram por duas horas e meia, aquele sacerdote sinalizou o “evento histórico, etapa nova que se abre na já longa caminhada da Arquidiocese de Braga” com a entrada do até à pouco bispo de Bragança-Miranda, para quem pediu “graças necessárias, a força precisa, a lucidez indispensável, a vontade persistente, o coração bondoso, a capacidade de semear o reino, em canteiros de generosidade, misericórdia, paz e muito amor”.

Fotos: Luís Gonçalves / Foto Felicidade
D. José Cordeiro, novo arcebispo primaz, voltou ontem a chamar a atenção da Igreja de Braga para as “periferias existenciais, sociais e geográficas”. Na homilia da missa solene de início do seu ‘ministério pastoral’, na Sé Catedral. o arcebispo alertou que “só quem assume ser carente e pobre pode ser amigo dos pobres, reclusos, doentes, peregrinos, migrantes, refugiados, vulneráveis, indigentes e marginalizados nas periferias existenciais, sociais e geográficas”.
Anteontem, num encontro com os jornalistas após a sua tomada de posse, D. José Cordeiro já tinha apontado aquelas “periferias” como uma das preocupações da sua ação.
Fotos: Luís Gonçalves / Foto Felicidade




